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Jacques Rivette volta com 'Quem Sabe?'


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/02/2003 | 17:17


A Nouvelle Vague não foi feita em seis dias, talvez em seis filmes (em uma avaliação que tenha por fim tão-somente o catálogo). Fora o Acossado (Godard), Os Incompreendidos (Truffaut) e o Hiroshima Mon Amour (Resnais), houve Paris nos Pertence, de Jacques Rivette, nas bases do manifesto francês dos 60. É o mesmo Rivette, mais velho, em Quem Sabe? (Va Savoir, 2001), estréia da semana.

Há um diretor de teatro em Quem Sabe?, personagem de fundamental importância e de ofício igual a um dos tantos que há em Paris nos Pertence. Ele é Ugo (Sérgio Castellitto), líder de uma trupe italiana que ruma a Paris para encenar a peça Come Tu Mi Vuoi, de Luigi Pirandello. O compromisso de Ugo na capital francesa é menos profissional do que pessoal. Lá ele sobe e desce ruas e bibliotecas, onde procura um texto perdido chamado O Destino de Veneza. Pode-se ler abnegação ou obstinação cultural, mas, seja o que for, leva o diretor a não guardar qualquer escrúpulo para encontrá-lo, mesmo fingir-se de apaixonado por Dominique (Helene de Fougerolles), dona de uma biblioteca, possível repouso da obra.

Paralelamente, Camille (Jeanne Balibar), atriz do grupo, volta a Paris cheia de receios, principalmente o de reencontrar uma paixão do passado. A estrutura de Rivette forma, deforma e reforma casais ao longo da história. Os eventos no campo real se aproximam da ficção da peça de Pirandello, uma dramaturgia que entrecruza identidades, que as molda conforme clima e ambiente. Rivette faz o mesmo, na base de numerosos planos-seqüência. É o mesmo Rivette, prolixo como sempre.



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Jacques Rivette volta com 'Quem Sabe?'

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/02/2003 | 17:17


A Nouvelle Vague não foi feita em seis dias, talvez em seis filmes (em uma avaliação que tenha por fim tão-somente o catálogo). Fora o Acossado (Godard), Os Incompreendidos (Truffaut) e o Hiroshima Mon Amour (Resnais), houve Paris nos Pertence, de Jacques Rivette, nas bases do manifesto francês dos 60. É o mesmo Rivette, mais velho, em Quem Sabe? (Va Savoir, 2001), estréia da semana.

Há um diretor de teatro em Quem Sabe?, personagem de fundamental importância e de ofício igual a um dos tantos que há em Paris nos Pertence. Ele é Ugo (Sérgio Castellitto), líder de uma trupe italiana que ruma a Paris para encenar a peça Come Tu Mi Vuoi, de Luigi Pirandello. O compromisso de Ugo na capital francesa é menos profissional do que pessoal. Lá ele sobe e desce ruas e bibliotecas, onde procura um texto perdido chamado O Destino de Veneza. Pode-se ler abnegação ou obstinação cultural, mas, seja o que for, leva o diretor a não guardar qualquer escrúpulo para encontrá-lo, mesmo fingir-se de apaixonado por Dominique (Helene de Fougerolles), dona de uma biblioteca, possível repouso da obra.

Paralelamente, Camille (Jeanne Balibar), atriz do grupo, volta a Paris cheia de receios, principalmente o de reencontrar uma paixão do passado. A estrutura de Rivette forma, deforma e reforma casais ao longo da história. Os eventos no campo real se aproximam da ficção da peça de Pirandello, uma dramaturgia que entrecruza identidades, que as molda conforme clima e ambiente. Rivette faz o mesmo, na base de numerosos planos-seqüência. É o mesmo Rivette, prolixo como sempre.

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