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Milton Seligman assume interinamente o Desenvolvimento


Do Diário do Grande ABC

05/09/1999 | 22:32


O presidente Fernando Henrique Cardoso deve anunciar até quarta-feira o nome do sucessor de Clóvis Carvalho no Ministério do Desenvolvimento. No início da noite deste domingo, ele recebeu o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente da Agência Nacional de Petróleo, David Zylbersztajn. Ambos saíram da reuniao por volta das 21, sem dar declaraçoes.

Nas duas horas em que participou da solenidade da troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes, o presidente preferiu o silêncio sobre o nome do novo ministro, sem responder às perguntas da imprensa sobre o substituto de Carvalho. Nem conversou sobre esse assunto com os ministros da Defesa, Élcio Alvares, da Cultura, Francisco Weffort, e da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardemberg.

Entre os citados para o cargo estao o atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, o deputado Delfim Netto (PPB-SP), o secretário-executivo do Desenvolvimento, Milton Seligman, o secretário de Comunicaçao do governo, Andrea Matarazzo, e o ex-presidente da Febraban, Alcides Tápias, hoje na direçao da Camargo Corrêa. Neste domingo surgiu também o nome do ex-diretor do Banco Central Alkimar Moura, que estaria sendo apresentado pelo ministro Malan.

Enquanto o presidente nao nomeia o novo titular da pasta as açoes do ministério ficarao sob a responsabilidade de Seligman. O secretário-executivo do Desenvolvimento afirmou neste domingo que permanecerá no governo pelo tempo que o presidente determinar. "Eu sou do time do presidente e o que ele decidir eu cumpro", disse. "Sou o secretário-executivo, o momento é difícil e temos de continuar trabalhando".

A exemplo do que fez na reforma ministerial de julho passado, Fernando Henrique deverá indicar para a pasta um nome de sua confiança, sem ouvir os líderes dos partidos aliados. A grande dificuldade será encontrar alguém que nao tenha divergências com a política econômica em curso - ou seja, com o ministro Malan - e ao mesmo tempo tenha diálogo com a iniciativa privada. Sob esses dois aspectos, Andrea Calabi e Andrea Matarazzo sao candidatos que podem entrar numa operaçao casada. Calabi no ministério e o colega em seu lugar, no BNDES.

Em entrevista à Agência Estado, Andrea Calabi disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso nao lhe telefonou e negou ter sido convidado para o Ministério do Desenvolvimento. Declarou que "tem muito a fazer" no BNDES e que prefere continuar à frente desse trabalho de reestruturaçao do setor produtivo. A amigos, ele confidenciou que gostaria muito de continuar na instituiçao porque já saiu um pouco frustrado do Banco do Brasil, que presidiu por apenas seis meses. Segunda-feira ele estará em Salvador para assinar os contratos de consultoria para privatizaçao do setor de saneamento na Empresa de Saneamento da Bahia (Embesa).

Se Andrea Matarazzo assumir o ministério, ou mesmo o BNDES, o presidente ainda teria de encontrar uma soluçao à Secretaria de Comunicaçao, área delicada nesse momento em que a popularidade de Fernando Henrique está em baixa.

A agenda oficial de segunda do presidente está praticamente vazia, com um único compromisso oficial às 15h. Ele vai conhecer as aeronaves R-99, que serao utilizadas no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e Super-Tucano ALX, um novo produto da Embraer. Terça-feira, Fernando Henrique participará de três solenidades diferentes: o desfile de 7 de setembro, uma cerimônia relativa a Educaçao, no Palácio da Alvorada, e também receberá cumprimentos do corpo diplomático.



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Milton Seligman assume interinamente o Desenvolvimento

Do Diário do Grande ABC

05/09/1999 | 22:32


O presidente Fernando Henrique Cardoso deve anunciar até quarta-feira o nome do sucessor de Clóvis Carvalho no Ministério do Desenvolvimento. No início da noite deste domingo, ele recebeu o ministro da Fazenda, Pedro Malan, e o presidente da Agência Nacional de Petróleo, David Zylbersztajn. Ambos saíram da reuniao por volta das 21, sem dar declaraçoes.

Nas duas horas em que participou da solenidade da troca da bandeira, na Praça dos Três Poderes, o presidente preferiu o silêncio sobre o nome do novo ministro, sem responder às perguntas da imprensa sobre o substituto de Carvalho. Nem conversou sobre esse assunto com os ministros da Defesa, Élcio Alvares, da Cultura, Francisco Weffort, e da Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardemberg.

Entre os citados para o cargo estao o atual presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Andrea Calabi, o ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, o deputado Delfim Netto (PPB-SP), o secretário-executivo do Desenvolvimento, Milton Seligman, o secretário de Comunicaçao do governo, Andrea Matarazzo, e o ex-presidente da Febraban, Alcides Tápias, hoje na direçao da Camargo Corrêa. Neste domingo surgiu também o nome do ex-diretor do Banco Central Alkimar Moura, que estaria sendo apresentado pelo ministro Malan.

Enquanto o presidente nao nomeia o novo titular da pasta as açoes do ministério ficarao sob a responsabilidade de Seligman. O secretário-executivo do Desenvolvimento afirmou neste domingo que permanecerá no governo pelo tempo que o presidente determinar. "Eu sou do time do presidente e o que ele decidir eu cumpro", disse. "Sou o secretário-executivo, o momento é difícil e temos de continuar trabalhando".

A exemplo do que fez na reforma ministerial de julho passado, Fernando Henrique deverá indicar para a pasta um nome de sua confiança, sem ouvir os líderes dos partidos aliados. A grande dificuldade será encontrar alguém que nao tenha divergências com a política econômica em curso - ou seja, com o ministro Malan - e ao mesmo tempo tenha diálogo com a iniciativa privada. Sob esses dois aspectos, Andrea Calabi e Andrea Matarazzo sao candidatos que podem entrar numa operaçao casada. Calabi no ministério e o colega em seu lugar, no BNDES.

Em entrevista à Agência Estado, Andrea Calabi disse que o presidente Fernando Henrique Cardoso nao lhe telefonou e negou ter sido convidado para o Ministério do Desenvolvimento. Declarou que "tem muito a fazer" no BNDES e que prefere continuar à frente desse trabalho de reestruturaçao do setor produtivo. A amigos, ele confidenciou que gostaria muito de continuar na instituiçao porque já saiu um pouco frustrado do Banco do Brasil, que presidiu por apenas seis meses. Segunda-feira ele estará em Salvador para assinar os contratos de consultoria para privatizaçao do setor de saneamento na Empresa de Saneamento da Bahia (Embesa).

Se Andrea Matarazzo assumir o ministério, ou mesmo o BNDES, o presidente ainda teria de encontrar uma soluçao à Secretaria de Comunicaçao, área delicada nesse momento em que a popularidade de Fernando Henrique está em baixa.

A agenda oficial de segunda do presidente está praticamente vazia, com um único compromisso oficial às 15h. Ele vai conhecer as aeronaves R-99, que serao utilizadas no Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam) e Super-Tucano ALX, um novo produto da Embraer. Terça-feira, Fernando Henrique participará de três solenidades diferentes: o desfile de 7 de setembro, uma cerimônia relativa a Educaçao, no Palácio da Alvorada, e também receberá cumprimentos do corpo diplomático.

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