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Espanha vê superclássico mundial


Divanei Guazzelli
Do Diário do Grande ABC

19/11/2005 | 08:27


Real Madrid e Barcelona fazem neste sábado, no estádio Santiago Bernabeu, em Madri, às 17h (horário de Brasília), mais do que um clássico que por si só está no topo do confronto entre clubes de todo o mundo. É um duelo com componentes políticos, históricos e culturais. Para quem ficar restrito ao desenrolar do jogo, no estádio ou nos muitos países que vão acompanhá-lo, o Brasil incluído, já valerá a pena por causa da força dos elencos.

O futebol brasileiro é privilegiado na rivalidade do superclássico. Exceto pelos goleiros, que são espanhóis (Valdez, do Barcelona, e Casillas, do Real Madrid e da seleção nacional), dá para compor um Brasil que concorreria facilmente ao título mundial. Com algumas improvisações, Belletti, Edmilson, Thiago Motta e Roberto Carlos; Sylvinho, Deco (meia nascido no Brasil, mas naturalizado português), Júlio Baptista e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Ronaldo teriam todos os atributos para decidir qualquer competição.

Neste sábado, no entanto, os dez estarão em lados opostos, como a confirmar uma disputa que excede a busca por títulos. A casa real dos Bourbon, conquistadores da Catalunha no século 18, inclina-se pelo Real Madrid, o que já começa pela denominação do clube fundado em 1902 pelos irmãos Juan e Carlos Padrós Riubó.

Apaixonante – No início do século passado, com o antagonismo entre a ditadura e o povo catalão, o Barcelona emergiu como uma força apaixonante no futebol espanhol. Tanto que até hoje, os seus mais de 100 mil sócios são responsáveis por uma parte considerável da manutenção do time além, é claro, dos valiosos direitos de transmissão. Fundado por um suíço, Hans Gamper, em 1899, o Barcelona ainda resiste à publicidade nas camisas, apesar de ofertas tentadoras de bilionárias corporações.

A Guerra Civil espanhola, em 1936, interrompeu o futebol na Espanha durante três temporadas. Na volta, o Real era considerado a equipe predileta do regime do generalíssimo Francisco Franco, que morreu há 30 anos, no dia 20 de novembro de 1975. O Barcelona, ao contrário, virou centro de atração de oposição ao regime ditatorial.

Em comum, a tradição por reforços de primeira grandeza no universo da bola. Foi assim Di Stéfano, Didi, o húngaro Puskas, pelo Real Madrid, e os húngaros Kubala e Kosics e o brasileiro Evaristo Macedo, pelo Barcelona, nos anos 50, num desfile interminável de craques nas décadas seguintes. Até Maradona já esteve num dos lados, o Barcelona, nos anos 80. Assim, parece ter faltado somente Pelé completar a longa e virtuosa trajetória de qualquer um dos dois clubes.

No clássico desta tarde, não será diferente pela atual composição das equipes. As campanhas revelam o rigoroso equilíbrio: o Barcelona é o vice-líder com 22 pontos, e o Real, o terceiro colocado com 21. O líder Osasuna (24) enfrenta o Getafe fora de casa. As outras partidas de sábado são Sevilha x Betis, também um clássico, em Sevilha, e Villarreal x Zaragoza.



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Espanha vê superclássico mundial

Divanei Guazzelli
Do Diário do Grande ABC

19/11/2005 | 08:27


Real Madrid e Barcelona fazem neste sábado, no estádio Santiago Bernabeu, em Madri, às 17h (horário de Brasília), mais do que um clássico que por si só está no topo do confronto entre clubes de todo o mundo. É um duelo com componentes políticos, históricos e culturais. Para quem ficar restrito ao desenrolar do jogo, no estádio ou nos muitos países que vão acompanhá-lo, o Brasil incluído, já valerá a pena por causa da força dos elencos.

O futebol brasileiro é privilegiado na rivalidade do superclássico. Exceto pelos goleiros, que são espanhóis (Valdez, do Barcelona, e Casillas, do Real Madrid e da seleção nacional), dá para compor um Brasil que concorreria facilmente ao título mundial. Com algumas improvisações, Belletti, Edmilson, Thiago Motta e Roberto Carlos; Sylvinho, Deco (meia nascido no Brasil, mas naturalizado português), Júlio Baptista e Ronaldinho Gaúcho; Robinho e Ronaldo teriam todos os atributos para decidir qualquer competição.

Neste sábado, no entanto, os dez estarão em lados opostos, como a confirmar uma disputa que excede a busca por títulos. A casa real dos Bourbon, conquistadores da Catalunha no século 18, inclina-se pelo Real Madrid, o que já começa pela denominação do clube fundado em 1902 pelos irmãos Juan e Carlos Padrós Riubó.

Apaixonante – No início do século passado, com o antagonismo entre a ditadura e o povo catalão, o Barcelona emergiu como uma força apaixonante no futebol espanhol. Tanto que até hoje, os seus mais de 100 mil sócios são responsáveis por uma parte considerável da manutenção do time além, é claro, dos valiosos direitos de transmissão. Fundado por um suíço, Hans Gamper, em 1899, o Barcelona ainda resiste à publicidade nas camisas, apesar de ofertas tentadoras de bilionárias corporações.

A Guerra Civil espanhola, em 1936, interrompeu o futebol na Espanha durante três temporadas. Na volta, o Real era considerado a equipe predileta do regime do generalíssimo Francisco Franco, que morreu há 30 anos, no dia 20 de novembro de 1975. O Barcelona, ao contrário, virou centro de atração de oposição ao regime ditatorial.

Em comum, a tradição por reforços de primeira grandeza no universo da bola. Foi assim Di Stéfano, Didi, o húngaro Puskas, pelo Real Madrid, e os húngaros Kubala e Kosics e o brasileiro Evaristo Macedo, pelo Barcelona, nos anos 50, num desfile interminável de craques nas décadas seguintes. Até Maradona já esteve num dos lados, o Barcelona, nos anos 80. Assim, parece ter faltado somente Pelé completar a longa e virtuosa trajetória de qualquer um dos dois clubes.

No clássico desta tarde, não será diferente pela atual composição das equipes. As campanhas revelam o rigoroso equilíbrio: o Barcelona é o vice-líder com 22 pontos, e o Real, o terceiro colocado com 21. O líder Osasuna (24) enfrenta o Getafe fora de casa. As outras partidas de sábado são Sevilha x Betis, também um clássico, em Sevilha, e Villarreal x Zaragoza.

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