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Fracassa lançamento de nave impulsionada por vela solar


Da AFP

22/06/2005 | 11:28


O lançamento da nave espacial impulsionada por vela solar Cosmos 1, transportada por um foguete russo, terminou em fracasso. Autoridades militares e espaciais russas afirmaram não ter informações sobre sinais supostamente emitidos pela aeronave.

A agência espacial russa Roskosmos e a Frota Russa do Norte confirmaram na manhã desta quarta-feira que uma avaria aconteceu pouco depois do lançamento do míssil Volna a partir do submarino nuclear Borisoglebsk, no Mar de Barents.

"Devido à parada espontânea do motor da primeira etapa do míssil de lançamento Volna, aos 83 segundos de vôo, o único aparelho cósmico 'Veleiro Solar' não pôde alcançar sua órbita", afirmou a Roskosmo em um comunicado publicado em seu site.

O foguete Volna, desenvolvido pelo centro estatal de mísseis da Agência de Pesquisas Makeev, foi lançado às 16h46 (horário de Brasília) de terça-feira. "Infelizmente, este é o segundo fracasso da tentativa de enviar ao espaço o veleiro solar", acrescenta a nota da Roskosmos, que lembra a primeira falha em julho de 2001, quando o aparelho não se separou do míssil de lançamento e foi destruído nas camadas densas da atmosfera.

Um grupo de trabalho foi criado pela Frota do Norte para examinar as razões do incidente. Ao ser perguntado sobre a recepção de sinais supostamente provenientes da Cosmos 1, anunciada pela patrocinadora americana do projeto, a Planetary Society de Pasadena, Dygalo disse não ter informações a respeito.

Em seu site, os promotores do projeto afirmam ter recebido muitos alertas sobre sinais que poderiam provir da Cosmos 1, captadas principalmente nas estações de observação em Majuro (Ilhas Marshall), Petropavlovsk (Kamchatka, Rússia) e Panska Ves (República Tcheca).

Caso a informação seja confirmada, isto significaria que a Cosmos 1 não caiu no norte da Rússia e que está em uma órbita que, não sendo a prevista originalmente, lhe permite dar voltas em torno da Terra.

O primeiro veleiro espacial impulsionado por energia solar é um projeto de US$ 4 milhões financiado por fundos privados americanos, cujo objetivo é provar que os raios luminosos podem proporcionar uma fonte ilimitada de propulsão para viagens espaciais.

A Cosmos 1, que pesa 100 quilos, foi concebida e construída pela NPO Lavotchkin, uma agência espacial russa quase independente, e deveria ser colocada em órbita a 900 km de distância da Terra para uma missão de um mês.

A impossibilidade de pôr em órbita a aeronave significa para a Rússia o segundo fracasso em dois dias, já que na terça-feira um foguete que transportava um satélite de comunicações militares caiu pouco depois do lançamento na Sibéria.

O chefe da Roskosmos, Anatoli Perminov, destacou que estes problemas não terão impacto sobre os lançamentos comerciais executados pela Rússia.



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Fracassa lançamento de nave impulsionada por vela solar

Da AFP

22/06/2005 | 11:28


O lançamento da nave espacial impulsionada por vela solar Cosmos 1, transportada por um foguete russo, terminou em fracasso. Autoridades militares e espaciais russas afirmaram não ter informações sobre sinais supostamente emitidos pela aeronave.

A agência espacial russa Roskosmos e a Frota Russa do Norte confirmaram na manhã desta quarta-feira que uma avaria aconteceu pouco depois do lançamento do míssil Volna a partir do submarino nuclear Borisoglebsk, no Mar de Barents.

"Devido à parada espontânea do motor da primeira etapa do míssil de lançamento Volna, aos 83 segundos de vôo, o único aparelho cósmico 'Veleiro Solar' não pôde alcançar sua órbita", afirmou a Roskosmo em um comunicado publicado em seu site.

O foguete Volna, desenvolvido pelo centro estatal de mísseis da Agência de Pesquisas Makeev, foi lançado às 16h46 (horário de Brasília) de terça-feira. "Infelizmente, este é o segundo fracasso da tentativa de enviar ao espaço o veleiro solar", acrescenta a nota da Roskosmos, que lembra a primeira falha em julho de 2001, quando o aparelho não se separou do míssil de lançamento e foi destruído nas camadas densas da atmosfera.

Um grupo de trabalho foi criado pela Frota do Norte para examinar as razões do incidente. Ao ser perguntado sobre a recepção de sinais supostamente provenientes da Cosmos 1, anunciada pela patrocinadora americana do projeto, a Planetary Society de Pasadena, Dygalo disse não ter informações a respeito.

Em seu site, os promotores do projeto afirmam ter recebido muitos alertas sobre sinais que poderiam provir da Cosmos 1, captadas principalmente nas estações de observação em Majuro (Ilhas Marshall), Petropavlovsk (Kamchatka, Rússia) e Panska Ves (República Tcheca).

Caso a informação seja confirmada, isto significaria que a Cosmos 1 não caiu no norte da Rússia e que está em uma órbita que, não sendo a prevista originalmente, lhe permite dar voltas em torno da Terra.

O primeiro veleiro espacial impulsionado por energia solar é um projeto de US$ 4 milhões financiado por fundos privados americanos, cujo objetivo é provar que os raios luminosos podem proporcionar uma fonte ilimitada de propulsão para viagens espaciais.

A Cosmos 1, que pesa 100 quilos, foi concebida e construída pela NPO Lavotchkin, uma agência espacial russa quase independente, e deveria ser colocada em órbita a 900 km de distância da Terra para uma missão de um mês.

A impossibilidade de pôr em órbita a aeronave significa para a Rússia o segundo fracasso em dois dias, já que na terça-feira um foguete que transportava um satélite de comunicações militares caiu pouco depois do lançamento na Sibéria.

O chefe da Roskosmos, Anatoli Perminov, destacou que estes problemas não terão impacto sobre os lançamentos comerciais executados pela Rússia.

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