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Sistemas de saúde deficientes causam milhoes de mortes


Do Diário do Grande ABC

28/06/2000 | 11:00


A Cruz Vermelha lança, em seu informe anual publicado nesta quarta-feira, em Londres, um grito de alerta para chamar a atençao sobre as ``catástrofes silenciosas'': os milhoes de mortos registrados anualmente por causa dos sistemas de saúde deficientes nos países do Terceiro Mundo.

Enquanto terremotos e inundaçoes monopolizam a atençao dos meios de comunicaçao e as organizaçoes de caridade, as enfermidades infecciosas matam 13 milhoes de pessoas por ano.

A Federaçao Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e a Meia Lua Vermelha estimam que bastaria uma ajuda prévia de US$ 5 para cada uma das vítimas para evitar a maior parte dessas mortes.

Comparativamente, as catástrofes naturais causaram entre 70 e 100 mil mortos em 1999, indica a Cruz Vermelha.

Para dar uma idéia do alcance das ``catástrofes silenciosas'', também se pode indicar, por exemplo, que a Aids, a turbeculose e a malária causaram seis vezes e meia mais vítimas do que as guerras desde 1945.

Estas mortes causadas por enfermidades infecciosas sao registradas em 58% no segmento de 20% dos habitantes mais pobres do planeta.

A Cruz Vermelha compara esta proporçao com a porcentagem de gastos públicos consagrados à saúde nos países de baixos recursos: 1 %, quando a cifra é de 6% nos países ricos.

Uma nova forma de desastre, a dos sistemas de saúde pública, está surgindo por causa do abandono dos governos quanto a suas responsabilidades em termos de prevençao sanitária, vacinaçao, preservaçao do habitat e o meio ambiente, acusa o informe da Cruz Vermelha.

E, enquanto isso, as doaçoes de emergência aumentaram pela primeira vez em quatro anos, mas o financiamento internacional para a saúde nos países em vias de desenvolvimento caiu a seu nível mais baixo desde 1991, cita o informe.

A Cruz Vermelha compara, da mesma forma, duas cifras americanas para o ano 1995, no qual os gastos com armamento alcançaram US$ 864 bilhoes, enquanto que só foram destinados US$ 15 bilhoes em todo o mundo para a prevençao e o controle de Aids, tuberculose e malária.

``Quando uma doença como a Aids alcança as proporçoes que hoje podemos comprovar na Africa subsaariana, já nao se trata de uma doença, e sim um desastre'', estima Peter Walker, funcionário encarregado das catástrofes na Federaçao Internacional da Cruz Vermelha.

``Uma doença de tal extensao destrói a força de trabalho e aniquila a economia'', acrescentou.

Paralelamente, o informe da Cruz Vermelha dá conta do problema que significa a má nutriçao crônica na Coréia do Norte, país onde, conjuntamente com as inundaçoes de 1995, foram registrados cerca de três milhoes de mortos.



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Sistemas de saúde deficientes causam milhoes de mortes

Do Diário do Grande ABC

28/06/2000 | 11:00


A Cruz Vermelha lança, em seu informe anual publicado nesta quarta-feira, em Londres, um grito de alerta para chamar a atençao sobre as ``catástrofes silenciosas'': os milhoes de mortos registrados anualmente por causa dos sistemas de saúde deficientes nos países do Terceiro Mundo.

Enquanto terremotos e inundaçoes monopolizam a atençao dos meios de comunicaçao e as organizaçoes de caridade, as enfermidades infecciosas matam 13 milhoes de pessoas por ano.

A Federaçao Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e a Meia Lua Vermelha estimam que bastaria uma ajuda prévia de US$ 5 para cada uma das vítimas para evitar a maior parte dessas mortes.

Comparativamente, as catástrofes naturais causaram entre 70 e 100 mil mortos em 1999, indica a Cruz Vermelha.

Para dar uma idéia do alcance das ``catástrofes silenciosas'', também se pode indicar, por exemplo, que a Aids, a turbeculose e a malária causaram seis vezes e meia mais vítimas do que as guerras desde 1945.

Estas mortes causadas por enfermidades infecciosas sao registradas em 58% no segmento de 20% dos habitantes mais pobres do planeta.

A Cruz Vermelha compara esta proporçao com a porcentagem de gastos públicos consagrados à saúde nos países de baixos recursos: 1 %, quando a cifra é de 6% nos países ricos.

Uma nova forma de desastre, a dos sistemas de saúde pública, está surgindo por causa do abandono dos governos quanto a suas responsabilidades em termos de prevençao sanitária, vacinaçao, preservaçao do habitat e o meio ambiente, acusa o informe da Cruz Vermelha.

E, enquanto isso, as doaçoes de emergência aumentaram pela primeira vez em quatro anos, mas o financiamento internacional para a saúde nos países em vias de desenvolvimento caiu a seu nível mais baixo desde 1991, cita o informe.

A Cruz Vermelha compara, da mesma forma, duas cifras americanas para o ano 1995, no qual os gastos com armamento alcançaram US$ 864 bilhoes, enquanto que só foram destinados US$ 15 bilhoes em todo o mundo para a prevençao e o controle de Aids, tuberculose e malária.

``Quando uma doença como a Aids alcança as proporçoes que hoje podemos comprovar na Africa subsaariana, já nao se trata de uma doença, e sim um desastre'', estima Peter Walker, funcionário encarregado das catástrofes na Federaçao Internacional da Cruz Vermelha.

``Uma doença de tal extensao destrói a força de trabalho e aniquila a economia'', acrescentou.

Paralelamente, o informe da Cruz Vermelha dá conta do problema que significa a má nutriçao crônica na Coréia do Norte, país onde, conjuntamente com as inundaçoes de 1995, foram registrados cerca de três milhoes de mortos.

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