Fechar
Publicidade

Sábado, 28 de Novembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Internacional

internacional@dgabc.com.br | 4435-8301

Europa reforça medidas de controle para tentar conter 2ª onda da pandemia

Pixabay Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


23/10/2020 | 15:54


Com a adoção de toques de recolher em novas regiões de França e Itália, o retorno do confinamento geral em Gales e o aumento das restrições em outras áreas do Reino Unido e da Espanha, a Europa reforça as medidas, a partir desta sexta-feira, 23, para tentar frear a segunda onda da pandemia de covid-19 no continente.

No momento, segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC), a evolução da pandemia da covid-19 está gerando "grave preocupação" em 23 países da União Europeia (UE), assim como no Reino Unido.

Somente Finlândia, Chipre, Estônia e Grécia estão fora dessa relação. Há um mês, apenas sete países europeus estavam na lista vermelha.

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou que o "número real" de pessoas infectadas pela covid-19 no país passa de três milhões, embora oficialmente o país tenha registrado um milhão de casos.

O chefe de governo explicou que a grande diferença é explicada pelo fato de que, no início da pandemia, a detecção era deficiente e, agora, "70% dos casos são diagnosticados".

"A situação é grave e vem de meses muito duros com a chegada do frio", advertiu Sánchez, em uma mensagem destinada a preparar a população para medidas mais duras que devem ser objeto de acordo entre as regiões autônomas.

Na Espanha, essas regiões tomam as decisões na área da saúde, junto com o governo central.

Antes do discurso de Sánchez, as autoridades de várias das 17 regiões autônomas do país anunciaram novas restrições, e algumas pediram ao Executivo central a adoção de um toque de recolher. A Espanha é um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 34.500 vítimas fatais.

Natal digital?

No Reino Unido, país mais castigado da Europa, com mais de 44.000 mortes provocadas pela doença confirmadas, entra em vigor em Gales um segundo confinamento geral nesta sexta-feira.

A região será a primeira do país a adotar a medida drástica, e seus mais de três milhões de habitantes terão de "permanecer em casa" até 9 de novembro.

Na Inglaterra, o governo de Boris Johnson tenta evitar um novo confinamento geral. Mais da metade de seus 56 milhões de habitantes vive, porém, em zonas com estado de alerta elevado e com importantes restrições.

Na quinta-feira, Jason Leitch, um dos coordenadores de Saúde da Escócia, advertiu que os cidadãos devem se preparar para um "Natal digital".

Na quinta-feira, a Irlanda se tornou o primeiro país europeu a adotar novamente o confinamento completo da população por seis semanas. O comércio não essencial permanecerá fechado, mas as escolas continuarão abertas.

O confinamento também se aproxima de Portugal, onde três municípios do norte do país, com 150.000 habitantes, adotam a medida a partir desta sexta-feira.

Mais de 40.000 novos casos diários na França

Na França, os números aumentam e nas últimas 24 horas foram diagnosticados mais de 41.600 casos, 15.000 a mais que no dia anterior, um recorde. O governo ampliou o toque de recolher noturno que já era aplicado em Paris e nas principais cidades do país para outras regiões.

A partir desta sexta-feira, a medida afetará 46 milhões de pessoas, dois terços da população, por seis semanas.

"As próximas semanas serão duras, e nossos serviços hospitalares passarão por um teste duro", alertou o primeiro-ministro Jean Castex.

A França se aproxima da marca de um milhão de pessoas infectadas, e a taxa de positivos alcança 14,3%, contra 4,5% no início de setembro.

Na Itália, a região de Lazio, onde fica Roma, instaura um toque de recolher a partir de sexta-feira, entre 23h e 5h, por 30 dias. A região se une a Campânia (sul) e Lombardia (norte), que adotaram medidas similares.

A situação também é grave no leste da Europa. A República Tcheca iniciou um confinamento parcial que deve prosseguir até 3 novembro.

Na Polônia, o primeiro-ministro anunciou nesta sexta-feira que todo país entra em "zona vermelha", com fechamentos parciais de escolas do Ensino Básico e de restaurantes. Nas últimas 24 horas, o país de 38 milhões de habitantes registrou 13.632 novos casos, um recorde.

Na vizinha Eslováquia, o primeiro-ministro anunciou um toque de recolher noturno parcial a partir de sábado.

Vacina está ''por chegar''

Em todo planeta, a pandemia provocou 1,13 milhão de mortes desde dezembro e 41,7 milhões de contágios, mas o número real sem dúvida é maior.

Nos Estados Unidos, país mais afetado, o balanço supera 223.000 mortos e 8,4 milhões de contágios. A covid-19 ocupa um espaço central na reta final da campanha presidencial.

A pandemia foi um dos temas cruciais do debate de quinta-feira entre os dois candidatos, o presidente Donald Trump e seu rival democrata na disputa, o ex-vice-presidente Joe Biden, que declarou que o "responsável por tantas mortes não pode continuar sendo presidente".

"Estamos lutando contra o vírus firmemente", respondeu Trump, três semanas depois de testar positivo para covid-19.

"Temos uma vacina que está por chegar, será anunciada nas próximas semanas", completou. (AP)



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Europa reforça medidas de controle para tentar conter 2ª onda da pandemia


23/10/2020 | 15:54


Com a adoção de toques de recolher em novas regiões de França e Itália, o retorno do confinamento geral em Gales e o aumento das restrições em outras áreas do Reino Unido e da Espanha, a Europa reforça as medidas, a partir desta sexta-feira, 23, para tentar frear a segunda onda da pandemia de covid-19 no continente.

No momento, segundo o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC), a evolução da pandemia da covid-19 está gerando "grave preocupação" em 23 países da União Europeia (UE), assim como no Reino Unido.

Somente Finlândia, Chipre, Estônia e Grécia estão fora dessa relação. Há um mês, apenas sete países europeus estavam na lista vermelha.

Nesta sexta-feira, o primeiro-ministro espanhol, o socialista Pedro Sánchez, afirmou que o "número real" de pessoas infectadas pela covid-19 no país passa de três milhões, embora oficialmente o país tenha registrado um milhão de casos.

O chefe de governo explicou que a grande diferença é explicada pelo fato de que, no início da pandemia, a detecção era deficiente e, agora, "70% dos casos são diagnosticados".

"A situação é grave e vem de meses muito duros com a chegada do frio", advertiu Sánchez, em uma mensagem destinada a preparar a população para medidas mais duras que devem ser objeto de acordo entre as regiões autônomas.

Na Espanha, essas regiões tomam as decisões na área da saúde, junto com o governo central.

Antes do discurso de Sánchez, as autoridades de várias das 17 regiões autônomas do país anunciaram novas restrições, e algumas pediram ao Executivo central a adoção de um toque de recolher. A Espanha é um dos países mais afetados pela covid-19, com mais de 34.500 vítimas fatais.

Natal digital?

No Reino Unido, país mais castigado da Europa, com mais de 44.000 mortes provocadas pela doença confirmadas, entra em vigor em Gales um segundo confinamento geral nesta sexta-feira.

A região será a primeira do país a adotar a medida drástica, e seus mais de três milhões de habitantes terão de "permanecer em casa" até 9 de novembro.

Na Inglaterra, o governo de Boris Johnson tenta evitar um novo confinamento geral. Mais da metade de seus 56 milhões de habitantes vive, porém, em zonas com estado de alerta elevado e com importantes restrições.

Na quinta-feira, Jason Leitch, um dos coordenadores de Saúde da Escócia, advertiu que os cidadãos devem se preparar para um "Natal digital".

Na quinta-feira, a Irlanda se tornou o primeiro país europeu a adotar novamente o confinamento completo da população por seis semanas. O comércio não essencial permanecerá fechado, mas as escolas continuarão abertas.

O confinamento também se aproxima de Portugal, onde três municípios do norte do país, com 150.000 habitantes, adotam a medida a partir desta sexta-feira.

Mais de 40.000 novos casos diários na França

Na França, os números aumentam e nas últimas 24 horas foram diagnosticados mais de 41.600 casos, 15.000 a mais que no dia anterior, um recorde. O governo ampliou o toque de recolher noturno que já era aplicado em Paris e nas principais cidades do país para outras regiões.

A partir desta sexta-feira, a medida afetará 46 milhões de pessoas, dois terços da população, por seis semanas.

"As próximas semanas serão duras, e nossos serviços hospitalares passarão por um teste duro", alertou o primeiro-ministro Jean Castex.

A França se aproxima da marca de um milhão de pessoas infectadas, e a taxa de positivos alcança 14,3%, contra 4,5% no início de setembro.

Na Itália, a região de Lazio, onde fica Roma, instaura um toque de recolher a partir de sexta-feira, entre 23h e 5h, por 30 dias. A região se une a Campânia (sul) e Lombardia (norte), que adotaram medidas similares.

A situação também é grave no leste da Europa. A República Tcheca iniciou um confinamento parcial que deve prosseguir até 3 novembro.

Na Polônia, o primeiro-ministro anunciou nesta sexta-feira que todo país entra em "zona vermelha", com fechamentos parciais de escolas do Ensino Básico e de restaurantes. Nas últimas 24 horas, o país de 38 milhões de habitantes registrou 13.632 novos casos, um recorde.

Na vizinha Eslováquia, o primeiro-ministro anunciou um toque de recolher noturno parcial a partir de sábado.

Vacina está ''por chegar''

Em todo planeta, a pandemia provocou 1,13 milhão de mortes desde dezembro e 41,7 milhões de contágios, mas o número real sem dúvida é maior.

Nos Estados Unidos, país mais afetado, o balanço supera 223.000 mortos e 8,4 milhões de contágios. A covid-19 ocupa um espaço central na reta final da campanha presidencial.

A pandemia foi um dos temas cruciais do debate de quinta-feira entre os dois candidatos, o presidente Donald Trump e seu rival democrata na disputa, o ex-vice-presidente Joe Biden, que declarou que o "responsável por tantas mortes não pode continuar sendo presidente".

"Estamos lutando contra o vírus firmemente", respondeu Trump, três semanas depois de testar positivo para covid-19.

"Temos uma vacina que está por chegar, será anunciada nas próximas semanas", completou. (AP)

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;