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Secretário dos EUA reitera compromisso com Afeganistão


Da AFP

12/02/2007 | 12:07


O secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os Estados Unidos têm um compromisso a longo prazo com o Afeganistão. Ele se reuniu nesta segunda-feira com o presidente paquistanês Pervez Musharraf para discutir uma ofensiva contra os talibãs.

Gates declarou que os Estados Unidos cometeram um erro ao negligenciar o Afeganistão após a retirada soviética, no final dos anos 80, permitindo que o país servisse de refúgio para os extremistas da Al Qaeda.

O secretário de Defesa se encontrou com Musharraf no Paquistão para falar de operações militares a serem realizadas futuramente contra os talibã na fronteira montanhosa com o Afeganistão, país de 2,5 mil km de extensão.

"Depois que os soviéticos partiram, os Estados Unidos cometeram um erro. Nós nos descuidamos do Afeganistão e os extremistas chegaram a controlar esse país. Para os Estados Unidos o resultado foi o 11 de setembro de 2001", declarou Gates em conferência realizada na Base Aérea de Chaklala, no Paquistão.

"Não voltaremos a cometer esse equívoco. Nossa permanência aqui é a longo prazo", explicou o secretário. Os talibãs chegaram ao poder depois da retirada soviética, mas foram expulsos pelas forças de coalizão lideradas pelos EUA por terem abrigado o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, acusado de ter planejado os atentados de 11 de setembro que mataram quase 3 mil pessoas.

O Paquistão sofre grande pressão de seus aliados para que se empenhe na perseguição aos militantes que atravessam a fronteira até o Afeganistão, no rastro de uma guerrilha que já custou a vida de 4 mil pessoas no ano passado. A maior parte das baixas tem ocorrido no lado dos insurgentes.

Robert Gates, acompanhado por altos oficiais do exército, se encontrou com Musharraf no gabinete presidencial da cidade de Rawalpindi, perto de Islamabad. O secretário de Defesa afirmou que o Paquistão e os EUA têm "um interesse mútuo em aumentar a eficácia, além de melhorar a cooperação e compreensão para ter uma real oportunidade".

Ele disse que Musharraf se encontrou com comandantes militares para estudar maneiras de melhorar as operações na fronteira afegã. "Discutimos sobre a atividade militar na fronteira e as medidas que os afegãos e a aliança que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), EUA e Paquistão estão elaborando", declarou à imprensa.

Gates acrescentou que estava agradecido a Musharraf "pela ajuda do Paquistão na guerra contra o terrorismo". "Não há dúvida de que o Paquistão é um fortíssimo aliado neste sentido", disse o secretário.

Ao ser perguntado se Musharraf havia lhe dado garantias, Gates respondeu que eles não se centraram em obter garantias ou fazer solicitações, mas sim numa forma de poder trabalhar melhor juntos para serem mais eficientes nos esforços para deter os talibãs e a Al Qaeda na fronteira.

O secretário de Defesa disse que os Estados Unidos também se sentem agradecidos por Musharraf ter combatido o extremismo em seu próprio país, que se viu abalado por uma recente onda de atentados realizados por partidários dos talibãs.

Gates chegou da Europa, onde fez um chamado aos aliados dos Estados Unidos para que contribuam com mais tropas, equipamentos e pessoal de apoio para a força liderada pelos 35 mil soldados da Otan no Afeganistão.



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Secretário dos EUA reitera compromisso com Afeganistão

Da AFP

12/02/2007 | 12:07


O secretário de Defesa americano, Robert Gates, afirmou que os Estados Unidos têm um compromisso a longo prazo com o Afeganistão. Ele se reuniu nesta segunda-feira com o presidente paquistanês Pervez Musharraf para discutir uma ofensiva contra os talibãs.

Gates declarou que os Estados Unidos cometeram um erro ao negligenciar o Afeganistão após a retirada soviética, no final dos anos 80, permitindo que o país servisse de refúgio para os extremistas da Al Qaeda.

O secretário de Defesa se encontrou com Musharraf no Paquistão para falar de operações militares a serem realizadas futuramente contra os talibã na fronteira montanhosa com o Afeganistão, país de 2,5 mil km de extensão.

"Depois que os soviéticos partiram, os Estados Unidos cometeram um erro. Nós nos descuidamos do Afeganistão e os extremistas chegaram a controlar esse país. Para os Estados Unidos o resultado foi o 11 de setembro de 2001", declarou Gates em conferência realizada na Base Aérea de Chaklala, no Paquistão.

"Não voltaremos a cometer esse equívoco. Nossa permanência aqui é a longo prazo", explicou o secretário. Os talibãs chegaram ao poder depois da retirada soviética, mas foram expulsos pelas forças de coalizão lideradas pelos EUA por terem abrigado o líder da Al Qaeda, Osama Bin Laden, acusado de ter planejado os atentados de 11 de setembro que mataram quase 3 mil pessoas.

O Paquistão sofre grande pressão de seus aliados para que se empenhe na perseguição aos militantes que atravessam a fronteira até o Afeganistão, no rastro de uma guerrilha que já custou a vida de 4 mil pessoas no ano passado. A maior parte das baixas tem ocorrido no lado dos insurgentes.

Robert Gates, acompanhado por altos oficiais do exército, se encontrou com Musharraf no gabinete presidencial da cidade de Rawalpindi, perto de Islamabad. O secretário de Defesa afirmou que o Paquistão e os EUA têm "um interesse mútuo em aumentar a eficácia, além de melhorar a cooperação e compreensão para ter uma real oportunidade".

Ele disse que Musharraf se encontrou com comandantes militares para estudar maneiras de melhorar as operações na fronteira afegã. "Discutimos sobre a atividade militar na fronteira e as medidas que os afegãos e a aliança que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), EUA e Paquistão estão elaborando", declarou à imprensa.

Gates acrescentou que estava agradecido a Musharraf "pela ajuda do Paquistão na guerra contra o terrorismo". "Não há dúvida de que o Paquistão é um fortíssimo aliado neste sentido", disse o secretário.

Ao ser perguntado se Musharraf havia lhe dado garantias, Gates respondeu que eles não se centraram em obter garantias ou fazer solicitações, mas sim numa forma de poder trabalhar melhor juntos para serem mais eficientes nos esforços para deter os talibãs e a Al Qaeda na fronteira.

O secretário de Defesa disse que os Estados Unidos também se sentem agradecidos por Musharraf ter combatido o extremismo em seu próprio país, que se viu abalado por uma recente onda de atentados realizados por partidários dos talibãs.

Gates chegou da Europa, onde fez um chamado aos aliados dos Estados Unidos para que contribuam com mais tropas, equipamentos e pessoal de apoio para a força liderada pelos 35 mil soldados da Otan no Afeganistão.

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