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Descentralização da farmácia de alto custo no Poupatempo atrasa

Prometido para o dia 11 pela Prefeitura, início do serviço segue sem data para funcionar


Flávia Fernandes
Especial para o Diário

15/05/2019 | 07:00


 Programada para iniciar as atividades em 11 de maio, a distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo de São Bernardo, no Centro, segue sem prazo. Embora o espaço onde o serviço funcionará esteja pronto e haja funcionários informando os munícipes que procuram o atendimento, o início da entrega dos remédios depende de resolução de questão jurídica junto à Secretaria da Saúde do Estado, conforme o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

Após reunião mensal com os prefeitos na sede da entidade regional, Paulo Serra observou que o colegiado aguarda a assinatura do convênio entre São Bernardo e o Estado para dar prosseguimento à estratégia de expandir o serviço para Santo André e São Caetano.

Por enquanto, a entrega dos medicamentos de alto custo aos moradores do Grande ABC continua sendo realizada no Hospital Mário Covas, em Santo André. Atualmente, são fornecidos 200 itens na farmácia de alto custo, que atende 35 mil pessoas por mês. O Diário já denunciou que a espera pelos remédios chega a ser de até três horas.

A farmácia de medicamentos especializados no Poupatempo de São Bernardo também atenderá moradores de Diadema. A proposta vem sendo discutida pelo Consórcio há oito anos. “O Mário Covas e o Poupatempo de Santo André atenderão munícipes de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A posição geográfica do Poupatempo facilita”, explica Paulo Serra.

O aposentado Lucílio da Silva, 68 anos, é morador de Mauá e busca colírios para o glaucoma há cinco anos no Hospital Mário Covas. “Hoje (ontem) fiquei mais de uma hora na fila esperando. Se tivesse mais uma farmácia de alto custo no Grande ABC diminuiria o fluxo de pessoas aqui no Mário Covas e seria ótimo pra nós.”

Outra usuária da unidade andreense é a dona de casa Gessi da Silva, 77, que mora em São Bernardo. Ela conta que a descentralização do serviço para o Poupatempo facilitará sua busca por medicações para a doença de Crohn. “Vou pegar apenas um ônibus para chegar lá (Poupatempo de São Bernardo). Vai melhorar muito para mim.”

A mesma coisa pensa a aposentada Leonilda Pereira, 69, moradora de Santo André, que busca remédios para o filho que realizou transplante de medula. “Há dias que a espera chega há três horas. Sem dúvida, se tivesse mais farmácias como essa aqui na região seria ótimo.”

A Secretaria da Saúde informou que “está apoiando a Prefeitura de São Bernardo na consolidação do plano de trabalho e aguarda a complementação de informações, tendo em vista a formalização de convênio de custeio para o serviço de distribuição de medicamentos no Poupatempo da cidade”. A Prefeitura de São Bernardo não retornou até o fechamento desta edição.



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Descentralização da farmácia de alto custo no Poupatempo atrasa

Prometido para o dia 11 pela Prefeitura, início do serviço segue sem data para funcionar

Flávia Fernandes
Especial para o Diário

15/05/2019 | 07:00


 Programada para iniciar as atividades em 11 de maio, a distribuição de medicamentos de alto custo no Poupatempo de São Bernardo, no Centro, segue sem prazo. Embora o espaço onde o serviço funcionará esteja pronto e haja funcionários informando os munícipes que procuram o atendimento, o início da entrega dos remédios depende de resolução de questão jurídica junto à Secretaria da Saúde do Estado, conforme o presidente do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB).

Após reunião mensal com os prefeitos na sede da entidade regional, Paulo Serra observou que o colegiado aguarda a assinatura do convênio entre São Bernardo e o Estado para dar prosseguimento à estratégia de expandir o serviço para Santo André e São Caetano.

Por enquanto, a entrega dos medicamentos de alto custo aos moradores do Grande ABC continua sendo realizada no Hospital Mário Covas, em Santo André. Atualmente, são fornecidos 200 itens na farmácia de alto custo, que atende 35 mil pessoas por mês. O Diário já denunciou que a espera pelos remédios chega a ser de até três horas.

A farmácia de medicamentos especializados no Poupatempo de São Bernardo também atenderá moradores de Diadema. A proposta vem sendo discutida pelo Consórcio há oito anos. “O Mário Covas e o Poupatempo de Santo André atenderão munícipes de Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. A posição geográfica do Poupatempo facilita”, explica Paulo Serra.

O aposentado Lucílio da Silva, 68 anos, é morador de Mauá e busca colírios para o glaucoma há cinco anos no Hospital Mário Covas. “Hoje (ontem) fiquei mais de uma hora na fila esperando. Se tivesse mais uma farmácia de alto custo no Grande ABC diminuiria o fluxo de pessoas aqui no Mário Covas e seria ótimo pra nós.”

Outra usuária da unidade andreense é a dona de casa Gessi da Silva, 77, que mora em São Bernardo. Ela conta que a descentralização do serviço para o Poupatempo facilitará sua busca por medicações para a doença de Crohn. “Vou pegar apenas um ônibus para chegar lá (Poupatempo de São Bernardo). Vai melhorar muito para mim.”

A mesma coisa pensa a aposentada Leonilda Pereira, 69, moradora de Santo André, que busca remédios para o filho que realizou transplante de medula. “Há dias que a espera chega há três horas. Sem dúvida, se tivesse mais farmácias como essa aqui na região seria ótimo.”

A Secretaria da Saúde informou que “está apoiando a Prefeitura de São Bernardo na consolidação do plano de trabalho e aguarda a complementação de informações, tendo em vista a formalização de convênio de custeio para o serviço de distribuição de medicamentos no Poupatempo da cidade”. A Prefeitura de São Bernardo não retornou até o fechamento desta edição.

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