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Sindicato só negocia com Santa Marina na Justiça


Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

27/01/2011 | 07:00


Salários atrasados há três meses, falta de benefícios como vale-transporte e refeição e o 13º ainda em estudo. A história acima já é velha conhecida de funcionários que prestaram serviços para a maternidade Neomater nos dois últimos anos e é o cenário que vive hoje o Hospital Santa Marina Jabaquara, pertencente ao grupo que arrendou o estabelecimento em São Bernardo no início deste mês. A situação levou o sindicato a romper negociações e conduzir o caso à Justiça.

Lá o hospital também foi adquirido durante o processo de recuperação judicial e -, assim como ocorreu com o Hospital Puer, que ocupou a Neomater no ano passado -, todas as dívidas da antiga gestora foram reconhecidas pela Justiça como sendo de responsabilidade dos novos proprietários, o que culminou no bloqueio de bens e contas para pagamentos das ações.

Milton Gomes, diretor do Sindsaude São Paulo (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde), salienta que os problemas dos servidores do Santa Marina vêm de longa data e não foram ultrapassados com a nova direção.

"Os salários têm atrasos constantes. Temos funcionários que estão há quatro meses sem receber, isso sem contar as ações judiciais que foram iniciadas por conta de problemas no fim dos contratos de trabalho", diz.

Há casos de trabalhadores que ingressaram no local em maio - após a chegada do novo administrador -, cumpriram contrato de três meses e ainda não conseguiram receber os direitos trabalhistas pelo fim do tempo de trabalho.

"Esgotamos o diálogo com o grupo e agora nossos problemas são discutidos diretamente na Justiça", dispara Gomes.

O presidente do grupo, Silvio Miglio, explica que a situação acontece por conta de bloqueios nas contas da rede para cobrir penhoras judiciais e que o hospital trabalha para regularizar os débitos o mais rápido possível.

O sindicalista ressalta que, antes de tomar qualquer decisão, os trabalhadores interessados em se candidatar às vagas na região devem procurar o SindSaúde ABC. "É o sindicato da categoria na região que pode orientar melhor sobre isso."

Waldir Tadeu David, presidente da entidade no Grande ABC, defende a reabertura, mas mantém cautela ao falar sobre o atraso salarial. "O grupo tem de cumprir as obrigações para poder permanecer com a maternidade aberta aqui, mas se a situação da Capital for esta, é melhor reabrir o processo de arrendamento para outros interessados."



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Sindicato só negocia com Santa Marina na Justiça

Paula Cabrera
Do Diário do Grande ABC

27/01/2011 | 07:00


Salários atrasados há três meses, falta de benefícios como vale-transporte e refeição e o 13º ainda em estudo. A história acima já é velha conhecida de funcionários que prestaram serviços para a maternidade Neomater nos dois últimos anos e é o cenário que vive hoje o Hospital Santa Marina Jabaquara, pertencente ao grupo que arrendou o estabelecimento em São Bernardo no início deste mês. A situação levou o sindicato a romper negociações e conduzir o caso à Justiça.

Lá o hospital também foi adquirido durante o processo de recuperação judicial e -, assim como ocorreu com o Hospital Puer, que ocupou a Neomater no ano passado -, todas as dívidas da antiga gestora foram reconhecidas pela Justiça como sendo de responsabilidade dos novos proprietários, o que culminou no bloqueio de bens e contas para pagamentos das ações.

Milton Gomes, diretor do Sindsaude São Paulo (Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde), salienta que os problemas dos servidores do Santa Marina vêm de longa data e não foram ultrapassados com a nova direção.

"Os salários têm atrasos constantes. Temos funcionários que estão há quatro meses sem receber, isso sem contar as ações judiciais que foram iniciadas por conta de problemas no fim dos contratos de trabalho", diz.

Há casos de trabalhadores que ingressaram no local em maio - após a chegada do novo administrador -, cumpriram contrato de três meses e ainda não conseguiram receber os direitos trabalhistas pelo fim do tempo de trabalho.

"Esgotamos o diálogo com o grupo e agora nossos problemas são discutidos diretamente na Justiça", dispara Gomes.

O presidente do grupo, Silvio Miglio, explica que a situação acontece por conta de bloqueios nas contas da rede para cobrir penhoras judiciais e que o hospital trabalha para regularizar os débitos o mais rápido possível.

O sindicalista ressalta que, antes de tomar qualquer decisão, os trabalhadores interessados em se candidatar às vagas na região devem procurar o SindSaúde ABC. "É o sindicato da categoria na região que pode orientar melhor sobre isso."

Waldir Tadeu David, presidente da entidade no Grande ABC, defende a reabertura, mas mantém cautela ao falar sobre o atraso salarial. "O grupo tem de cumprir as obrigações para poder permanecer com a maternidade aberta aqui, mas se a situação da Capital for esta, é melhor reabrir o processo de arrendamento para outros interessados."

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