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Monstros dos games para as telonas

Depois da cinessérie ‘Resident Evil’, Paul W. S. Anderson aposta em versão de ‘Monster Hunter’


Luís Felipe Soares

28/02/2021 | 00:01


O diretor britânico Paul W. S. Anderson ama fazer cinema, mas também gosta muito de videogames. Tanto que sua carreira nas telonas é marcada principalmente por tentar levar para essa mídia algumas poderosas franquias do entretenimento eletrônico. Em meio a dezenas de filmes desenvolvidos, se destacam seu comando em Mortal Kombat (1995) e em quatro dos seis longas da cinessérie Resident Evil. Os zumbis ficaram para trás e a nova aposta do cineasta é explorar um mundo de monstros gigantes em Monster Hunter, baseado em título da Capcom. 

A produção foi uma das várias que sofreram com o calendário cinematográfico durante a pandemia da Covid-19 e o fechamento de salas. Após mudanças no calendário, cuja última estava agendada para 14 de janeiro, o filme chegou ao mercado brasileiro na quinta-feira, com cópias espalhadas por complexos do Grande ABC.

A trama mostra que existe um universo paralelo à realidade, com criaturas enormes sendo os comandantes deste lugar. Esquadrão de elite liderado pela Tenente Artemis (Milla Jovovich, a estrela de Resident Evil e mulher de Anderson) é transportado para esse mundo hostil e descobre que suas armas não conseguem vencer os poderosos monstros. Os ensinamentos de um guerreiro local (Tony Jaa) serão essenciais para sobreviverem, conhecer equipamentos rústicos de batalha e tentarem voltar para casa. O Brasil marca presença na história com uma ponta da atriz Nanda Costa, em sua estreia em Hollywood.

Os detalhes ajudam os fãs do jogo a reconhecer a atração no filme. Cenários com carcaças de animais mortos, armas feitas com ossos, armaduras improvisadas e as versões quase reais de alguns dos selvagens protagonistas feitas por efeitos visuais estão no pacote. O diretor contou com o apoio e supervisão dos criadores de Monster Hunter e fez questão de ter a aprovação por parte da equipe japonesa do visual de figuras como os aterrorizantes Diablos e Rathalos, dois dos monstros mais conhecidos. Entre as liberdades criativas de Anderson em seu roteiro está a criação de Artemis para encaixar uma personagem principal humana.

A base do filme é o jogo Monster Hunter: World (2018), com versões para PlayStation 4, Xbox One e PC. Esse capítulo do RPG foi o responsável pela explosão da popularidade mundial do game, cuja trajetória começou em 2004. O objetivo é que o público explore o mundo aberto e enfrente as poderosas criaturas com muita estratégia envolvida. Foi ao observar o potencial dessa diversão que Anderson, que jogou pela primeira vez em 2008, quando esteve no Japão, escolheu a franquia como seu mais recente projeto. Mas jogo é jogo e filme é filme, com o encontro entre as mídias sendo difícil de satisfazer o público e a crítica.  



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