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São Bernardo divide o poder político


Sérgio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

20/08/2005 | 08:36


Em 1º de janeiro de 1945,  o líder emancipacionista Wallace Simonsen assumia a Prefeitura de São Bernardo. Um ano antes, um decreto de Vargas havia elevado o então distrito à categoria de município, iniciando um ciclo de 60 anos em que forças políticas de diferentes ideologias disputaram o poder local.

De 1945 a 1977, partidos conservadores administraram a cidade. O ciclo só foi interrompido com a eleição de Tito Costa, do MDB, partido de oposição à ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985. Ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Tito não só ganhou o apoio da classe metalúrgica como atuou em defesa dos trabalhadores nas greves que chamaram a atenção do país no final da década de 70. Na época, lideranças como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atuaram juntos na luta contra a ditadura.

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O vice-prefeito William Dib, do PSB, assumiu o cargo e reelegeu-se prefeito em 2004, no primeiro turno, com 76% do votos graças ao apoio de 21 partidos. Dib disputou a eleição contra o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT), o Vicentinho.

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Cinema para diferentes paladares é destaque cultural em São Bernardo\r\n

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Cássio Gomes Neves<br>Do Diário do Grande ABC\r\n

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Se no passado São Bernardo se notabilizou como centro produtor de cinema, com a extinta Companhia Cinematógráfica Vera Cruz, hoje os cinéfilos têm um consistente circuito exibidor alternativo. Há a Mostra de Cinema Internacional; a Mostra de Cinema Brasileiro; os breves ciclos que revisitam a obra de grandes autores da arte cinematográfica - iniciativas para quase todos os paladares -, e que posicionam São Bernardo como centro de reeducação do olhar dos habitantes do Grande ABC. Ao fim deste ano, a Mostra de Cinema Brasileiro chegará à sua 24ª edição com a estimativa de preservar o que tem sido comum nos últimos anos: coletar sucessos comerciais e filmes que se proponham a contestar o status quo da produção nacional.

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No ano passado, por exemplo, houve exibições do megahit Carandiru, de Hector Babenco, e do elogio à complexidade Filme de Amor, de Júlio Bressane, obras que contribuíram para uma média de público de 270 espectadores a cada filme projetado. Outro compromisso anual, a Mostra Internacional de Cinema, teve sua quinta edição em janeiro e fevereiro deste ano, com performance popular semelhante e sempre com o compromisso de apresentar ao público da região diferentes manifestações do cinema mundial, com reforço providencial nas produções hollywoodianas. É uma busca por olhares e reflexões heterogêneas, sem descuidar da história audiovisual, do passado que garantiu a maturidade da arte cinematográfica por meio de ciclos mensais, ora realizados no Teatro Martins Pena. ",1]);//-->

Com o fim do bipartidarismo, o MDB deu lugar ao PMDB e manteve a hegemonia em São Bernardo ao eleger Aron Galante em 1983. Seis anos depois, o poder mudou de mãos com a eleição do petista Maurício Soares, advogado e ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos. Em 1992 foi a vez Walter Demarchi, do conservador PTB, eleger-se prefeito. Depois de romper com o PT, Maurício Soares elegeu-se novamente prefeito em 1996 pelo PSDB com o apoio de sete partidos. Quatro anos depois, já no PPS, elegeu-se prefeito pela terceira vez com o apoio de 14 partidos, mas renunciou ao cargo em 5 de março de 2003 alegando problemas de saúde.

O vice-prefeito William Dib, do PSB, assumiu o cargo e reelegeu-se prefeito em 2004, no primeiro turno, com 76% do votos graças ao apoio de 21 partidos. Dib disputou a eleição contra o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT), o Vicentinho.



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São Bernardo divide o poder político

Sérgio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

20/08/2005 | 08:36


Em 1º de janeiro de 1945,  o líder emancipacionista Wallace Simonsen assumia a Prefeitura de São Bernardo. Um ano antes, um decreto de Vargas havia elevado o então distrito à categoria de município, iniciando um ciclo de 60 anos em que forças políticas de diferentes ideologias disputaram o poder local.

De 1945 a 1977, partidos conservadores administraram a cidade. O ciclo só foi interrompido com a eleição de Tito Costa, do MDB, partido de oposição à ditadura militar que governou o país de 1964 a 1985. Ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, Tito não só ganhou o apoio da classe metalúrgica como atuou em defesa dos trabalhadores nas greves que chamaram a atenção do país no final da década de 70. Na época, lideranças como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atuaram juntos na luta contra a ditadura.

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O vice-prefeito William Dib, do PSB, assumiu o cargo e reelegeu-se prefeito em 2004, no primeiro turno, com 76% do votos graças ao apoio de 21 partidos. Dib disputou a eleição contra o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT), o Vicentinho.

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Cinema para diferentes paladares é destaque cultural em São Bernardo\r\n

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Cássio Gomes Neves<br>Do Diário do Grande ABC\r\n

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Se no passado São Bernardo se notabilizou como centro produtor de cinema, com a extinta Companhia Cinematógráfica Vera Cruz, hoje os cinéfilos têm um consistente circuito exibidor alternativo. Há a Mostra de Cinema Internacional; a Mostra de Cinema Brasileiro; os breves ciclos que revisitam a obra de grandes autores da arte cinematográfica - iniciativas para quase todos os paladares -, e que posicionam São Bernardo como centro de reeducação do olhar dos habitantes do Grande ABC. Ao fim deste ano, a Mostra de Cinema Brasileiro chegará à sua 24ª edição com a estimativa de preservar o que tem sido comum nos últimos anos: coletar sucessos comerciais e filmes que se proponham a contestar o status quo da produção nacional.

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No ano passado, por exemplo, houve exibições do megahit Carandiru, de Hector Babenco, e do elogio à complexidade Filme de Amor, de Júlio Bressane, obras que contribuíram para uma média de público de 270 espectadores a cada filme projetado. Outro compromisso anual, a Mostra Internacional de Cinema, teve sua quinta edição em janeiro e fevereiro deste ano, com performance popular semelhante e sempre com o compromisso de apresentar ao público da região diferentes manifestações do cinema mundial, com reforço providencial nas produções hollywoodianas. É uma busca por olhares e reflexões heterogêneas, sem descuidar da história audiovisual, do passado que garantiu a maturidade da arte cinematográfica por meio de ciclos mensais, ora realizados no Teatro Martins Pena. ",1]);//-->

Com o fim do bipartidarismo, o MDB deu lugar ao PMDB e manteve a hegemonia em São Bernardo ao eleger Aron Galante em 1983. Seis anos depois, o poder mudou de mãos com a eleição do petista Maurício Soares, advogado e ligado ao Sindicato dos Metalúrgicos. Em 1992 foi a vez Walter Demarchi, do conservador PTB, eleger-se prefeito. Depois de romper com o PT, Maurício Soares elegeu-se novamente prefeito em 1996 pelo PSDB com o apoio de sete partidos. Quatro anos depois, já no PPS, elegeu-se prefeito pela terceira vez com o apoio de 14 partidos, mas renunciou ao cargo em 5 de março de 2003 alegando problemas de saúde.

O vice-prefeito William Dib, do PSB, assumiu o cargo e reelegeu-se prefeito em 2004, no primeiro turno, com 76% do votos graças ao apoio de 21 partidos. Dib disputou a eleição contra o deputado federal Vicente Paulo da Silva (PT), o Vicentinho.

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