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Ministério prevê que produção de etanol vai triplicar em 2019



21/09/2010 | 07:05


O MME (Ministério de Minas e Energia) prevê que a produção brasileira de etanol deve chegar a 64 bilhões de litros em 2019, quase o triplo do montante atual. A informação consta no Plano Decenal de Energia 2010-2019, produzido pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética "O Brasil produz 26 bilhões de litros hoje e vai chegar, em 2019, a 64 bilhões de litros. Com isso, teremos até um excedente para exportação", disse o ministro do MME, Márcio Zimmermann, em evento em São Paulo.

Segundo o ministro, a forte penetração do etanol na frota de veículos nacional, com uma fatia de mercado de 53%, contribui para tornar a matriz energética brasileira uma das mais renováveis do mundo. "Algo em torno de 47% da nossa matriz é renovável. Isso graças aos produtos da cana-de-açúcar, que detêm participação de 18% na nossa matriz energética", afirmou.

Apesar das perspectivas de aumento da produção de álcool no País, Zimmermann defendeu a continuidade dos investimentos em pesquisa para melhorar a viabilidade econômica do insumo. O ministro lembrou que muitos países estão investindo fortemente em pesquisas sobre o etanol de segunda geração (uso do bagaço de cana para ampliar a produção de etanol). "Mesmo com o etanol de segunda geração, acreditamos que o Brasil continuará sendo o mais eficiente do mundo nesse setor."

O presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Marcos Jank, afirmou, no entanto, que o uso de combustíveis renováveis como o etanol tem crescido abaixo das expectativas e do potencial do setor. Para Jank, apesar da presença da cana-de-açúcar na matriz energética crescer ano a ano, ainda faltam políticas públicas que priorizem a pesquisa e a produção de etanol.

"As perspectivas para o setor são muito positivas, mas não estamos vendo um novo ciclo de crescimento ou o surgimento de novas usinas. Em parte devido à crise financeira do ano passado, mas também pela falta de políticas públicas mais claras", disse Jank.



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Ministério prevê que produção de etanol vai triplicar em 2019


21/09/2010 | 07:05


O MME (Ministério de Minas e Energia) prevê que a produção brasileira de etanol deve chegar a 64 bilhões de litros em 2019, quase o triplo do montante atual. A informação consta no Plano Decenal de Energia 2010-2019, produzido pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética "O Brasil produz 26 bilhões de litros hoje e vai chegar, em 2019, a 64 bilhões de litros. Com isso, teremos até um excedente para exportação", disse o ministro do MME, Márcio Zimmermann, em evento em São Paulo.

Segundo o ministro, a forte penetração do etanol na frota de veículos nacional, com uma fatia de mercado de 53%, contribui para tornar a matriz energética brasileira uma das mais renováveis do mundo. "Algo em torno de 47% da nossa matriz é renovável. Isso graças aos produtos da cana-de-açúcar, que detêm participação de 18% na nossa matriz energética", afirmou.

Apesar das perspectivas de aumento da produção de álcool no País, Zimmermann defendeu a continuidade dos investimentos em pesquisa para melhorar a viabilidade econômica do insumo. O ministro lembrou que muitos países estão investindo fortemente em pesquisas sobre o etanol de segunda geração (uso do bagaço de cana para ampliar a produção de etanol). "Mesmo com o etanol de segunda geração, acreditamos que o Brasil continuará sendo o mais eficiente do mundo nesse setor."

O presidente da Unica (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Marcos Jank, afirmou, no entanto, que o uso de combustíveis renováveis como o etanol tem crescido abaixo das expectativas e do potencial do setor. Para Jank, apesar da presença da cana-de-açúcar na matriz energética crescer ano a ano, ainda faltam políticas públicas que priorizem a pesquisa e a produção de etanol.

"As perspectivas para o setor são muito positivas, mas não estamos vendo um novo ciclo de crescimento ou o surgimento de novas usinas. Em parte devido à crise financeira do ano passado, mas também pela falta de políticas públicas mais claras", disse Jank.

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