Fechar
Publicidade

Quinta-Feira, 27 de Fevereiro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Deputados da região divergem sobre CPI dos Correios


Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 07:50


Deputados federais da região que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara Federal divergem sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios. A comissão deverá investigar suposto esquema de cobrança de propina que beneficiaria o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), aliado do governo. Petistas ligados a Lula, os deputados Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (São Bernardo), Professor Luizinho (Santo André) e Wagner Rubinelli (Mauá) são contrários à investigação por determinação partidária. Embora aliados, os deputados Edinho Montemor (PL-São Bernardo) e Ivan Valente (PT-São Caetano) defendem a investigação.

Montemor promete assinar o requerimento pró-CPI nesta terça-feira. Segundo o deputado, apesar da "operação abafa" do governo para impedir a instalação da comissão, provavelmente nesta quarta-feira, a decisão está tomada. "Eu deveria assinar o requerimento na sexta-feira, mas deixei para amanhã (terça-feira) porque precisei viajar. Apoio a CPI porque as denúncias são graves e precisam ser apuradas", afirma Montemor.

O deputado garante que não foi pressionado pelos governistas para não assinar o documento. Segundo parlamentar da região pró-CPI, Ivan Valente, do grupo mais à esquerda do PT, que lançou-se candidato à relatoria da comissão, a legenda deve assinar o requerimento porque o foco da investigação é o PTB.

Aliado do governo, Vicentinho havia assinado o requerimento em favor da investigação, mas voltou atrás. "Sou um deputado disciplinado", declara Vicentinho. Um dos líderes de Lula na Câmara e cotado para a relatoria da comissão, Professor Luizinho afirma que o governo está contra a CPI "porque a oposição (PSDB e PFL) quer apenas desgastar o governo" e que a Polícia Federal e o Ministério Público já investigam o caso.

Wagner Rubinelli admite que é favorável à CPI, mas recusa-se a assinar o requerimento por acatar a determinação partidária. "O PT tomou uma decisão que precisa ser cumprida. Agora, do meu ponto de vista particular, a CPI não atinge o governo", esclarece Rubinelli.

Números - A CPI mista (Câmara e Senado) dos Coreios deverá ser instalada nesta quarta-feira se o governo não conseguir reduzir as assinaturas de deputados e senadores em favor da investigação. Segundo o regimento da Câmara e do Senado, o número de rubircas mínimas é de 171 deputados e 27 senadores. Aliados de Lula afirmam que será difícil reverter o quadro.

A situação do governo ficou mais delicada após a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar suposto esquema de corrupção no IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), beneficiando o deputado Roberto Jefferson. O inquérito foi anunciado pelo ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Deputados da região divergem sobre CPI dos Correios

Sergio Kapustan
Do Diário do Grande ABC

24/05/2005 | 07:50


Deputados federais da região que integram a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Câmara Federal divergem sobre a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) dos Correios. A comissão deverá investigar suposto esquema de cobrança de propina que beneficiaria o deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ), aliado do governo. Petistas ligados a Lula, os deputados Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (São Bernardo), Professor Luizinho (Santo André) e Wagner Rubinelli (Mauá) são contrários à investigação por determinação partidária. Embora aliados, os deputados Edinho Montemor (PL-São Bernardo) e Ivan Valente (PT-São Caetano) defendem a investigação.

Montemor promete assinar o requerimento pró-CPI nesta terça-feira. Segundo o deputado, apesar da "operação abafa" do governo para impedir a instalação da comissão, provavelmente nesta quarta-feira, a decisão está tomada. "Eu deveria assinar o requerimento na sexta-feira, mas deixei para amanhã (terça-feira) porque precisei viajar. Apoio a CPI porque as denúncias são graves e precisam ser apuradas", afirma Montemor.

O deputado garante que não foi pressionado pelos governistas para não assinar o documento. Segundo parlamentar da região pró-CPI, Ivan Valente, do grupo mais à esquerda do PT, que lançou-se candidato à relatoria da comissão, a legenda deve assinar o requerimento porque o foco da investigação é o PTB.

Aliado do governo, Vicentinho havia assinado o requerimento em favor da investigação, mas voltou atrás. "Sou um deputado disciplinado", declara Vicentinho. Um dos líderes de Lula na Câmara e cotado para a relatoria da comissão, Professor Luizinho afirma que o governo está contra a CPI "porque a oposição (PSDB e PFL) quer apenas desgastar o governo" e que a Polícia Federal e o Ministério Público já investigam o caso.

Wagner Rubinelli admite que é favorável à CPI, mas recusa-se a assinar o requerimento por acatar a determinação partidária. "O PT tomou uma decisão que precisa ser cumprida. Agora, do meu ponto de vista particular, a CPI não atinge o governo", esclarece Rubinelli.

Números - A CPI mista (Câmara e Senado) dos Coreios deverá ser instalada nesta quarta-feira se o governo não conseguir reduzir as assinaturas de deputados e senadores em favor da investigação. Segundo o regimento da Câmara e do Senado, o número de rubircas mínimas é de 171 deputados e 27 senadores. Aliados de Lula afirmam que será difícil reverter o quadro.

A situação do governo ficou mais delicada após a abertura de inquérito na Polícia Federal para investigar suposto esquema de corrupção no IRB (Instituto de Resseguros do Brasil), beneficiando o deputado Roberto Jefferson. O inquérito foi anunciado pelo ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;