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Procurador Luiz Francisco diz que operação abafa é ‘obscena’


Do Diário OnLine
Com Agências

26/03/2004 | 13:01


O procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza criticou o governo Lula em entrevista ao jornal Opinião Socialista, do PSTU. Ele classificou de “obscena” a manobra governista para barrar a CPI dos Bingos — os líderes aliados se recusaram a indicar representantes para a comissão parlamentar de inquérito, apesar do requerimento contar com as assinaturas necessárias.

Ele explicou que, segundo a estratégia dos aliados, “basta que o governo, quando não conseguir impedir que a oposição recolha assinaturas, não indique (representantes) e a CPI não se instale. Então, acabou a CPI. É uma tese obscena”.

Luiz Francisco, que já foi filiado ao PT, disse que “nem os tucanos nesse ponto chegaram ao grau de cinismo de querer impedir uma CPI”. Ele declarou que o PSDB negociava a retirada dos nomes dos parlamentares “dando recursos, cargos, fisiologismo puro”.

ACM- O procurador admitiu que sua intenção quando divulgou gravações que fez com o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) em 2001 era “enterrar o ACM”. Na conversa, o pefelista admitiu que sabia os votos de cada senador, mesmo nas votações secretas. O escândalo levou à renúncia de ACM.

“Naquele momento, minha preocupação era, primeiro, enterrar o ACM”, se gabou. “Divulgar aquilo jogaria o ACM na oposição, o que ocorreu. O que eu não esperava era que a ala carlista, a da Roseana (senadora Roseana Sarney), do Tasso (Jereissati, senador), acabassem na base do governo. PL, PTB, até o partido do Maluf. Isso eu não acreditava. Vale o ditado, dizem-me com quem andas e te direi quem és”.

Na entrevista, Luiz Francisco reclama ainda do fisiologismo na relação do governo com o Congresso e critica as reformas da Previdência, tributária, do Judiciário, sindical e trabalhista. Ele também diz que o governo Lula “mantém políticas neoliberais que deixam milhões morrendo de fome, milhões de crianças morrendo a cada dia, porque o governo dá dinheiro para os capitalistas”.

Para finalizar, o procurador defendeu a realização de “grandes greves” para obrigar o governo a “romper com a política neoliberal”.



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Procurador Luiz Francisco diz que operação abafa é ‘obscena’

Do Diário OnLine
Com Agências

26/03/2004 | 13:01


O procurador da República Luiz Francisco Fernandes de Souza criticou o governo Lula em entrevista ao jornal Opinião Socialista, do PSTU. Ele classificou de “obscena” a manobra governista para barrar a CPI dos Bingos — os líderes aliados se recusaram a indicar representantes para a comissão parlamentar de inquérito, apesar do requerimento contar com as assinaturas necessárias.

Ele explicou que, segundo a estratégia dos aliados, “basta que o governo, quando não conseguir impedir que a oposição recolha assinaturas, não indique (representantes) e a CPI não se instale. Então, acabou a CPI. É uma tese obscena”.

Luiz Francisco, que já foi filiado ao PT, disse que “nem os tucanos nesse ponto chegaram ao grau de cinismo de querer impedir uma CPI”. Ele declarou que o PSDB negociava a retirada dos nomes dos parlamentares “dando recursos, cargos, fisiologismo puro”.

ACM- O procurador admitiu que sua intenção quando divulgou gravações que fez com o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) em 2001 era “enterrar o ACM”. Na conversa, o pefelista admitiu que sabia os votos de cada senador, mesmo nas votações secretas. O escândalo levou à renúncia de ACM.

“Naquele momento, minha preocupação era, primeiro, enterrar o ACM”, se gabou. “Divulgar aquilo jogaria o ACM na oposição, o que ocorreu. O que eu não esperava era que a ala carlista, a da Roseana (senadora Roseana Sarney), do Tasso (Jereissati, senador), acabassem na base do governo. PL, PTB, até o partido do Maluf. Isso eu não acreditava. Vale o ditado, dizem-me com quem andas e te direi quem és”.

Na entrevista, Luiz Francisco reclama ainda do fisiologismo na relação do governo com o Congresso e critica as reformas da Previdência, tributária, do Judiciário, sindical e trabalhista. Ele também diz que o governo Lula “mantém políticas neoliberais que deixam milhões morrendo de fome, milhões de crianças morrendo a cada dia, porque o governo dá dinheiro para os capitalistas”.

Para finalizar, o procurador defendeu a realização de “grandes greves” para obrigar o governo a “romper com a política neoliberal”.

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