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Promessa de 2003 começa a sair do papel em Mauá

Ontem, dia em que a cidade completou 57 anos, foi lançada a pedra fundamental para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto no bairro Capuava

09/12/2011 | 07:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Oito anos após assinatura do contrato entre a Ecosama, concessionária de saneamento de Mauá adquirida pela Odebrecht em 2008 e que passou a se chamar Foz do Brasil em 2010, e a Prefeitura, uma das principais promessas para a população deverá sair do papel. Ontem, dia em que a cidade completou 57 anos, foi lançada a pedra fundamental para a construção da Estação de Tratamento de Esgoto no bairro Capuava.

O contrato de financiamento foi assinado em outubro entre Prefeitura, Foz e Caixa Econômica Federal. O valor do investimento é de R$ 167,6 milhões - R$ 150,2 milhões do FGTS e R$ 17,4 milhões de contrapartida da concessionária. Com isso, a expectativa é de que Mauá tenha, até o fim de 2014, 100% de esgoto tratado. Hoje, apenas 5% das residências localizadas no Jardim Sônia Maria contam com o serviço, mas porque estão ligadas à rede da Sabesp. Todo o restante da população que é atendida pela Foz do Brasil, não conta com o tratamento de resíduos sólidos, que vão parar diretamente no Rio Tamanduateí.

A verba para a obra vem por meio do Saneamento para Todos, programa do Ministério das Cidades, do governo federal. O contrato prevê a conclusão da rede coletora, além de obras de instalação de coletor-tronco, interceptor, estação elevatória e de tratamento de esgotos e ligações prediais no município. A capacidade é para tratar 1.000 litros de esgoto por segundo, gerado por população de 500 mil habitantes. Atualmente 87% das 148.752 residências de Mauá têm coleta de esgoto, equivalente a 361.915 mil habitantes. O volume anual de esgoto coletado é de 15,06 milhões de m³/ano. O objetivo é de que, com a construção da usina, a coleta também seja de 100%.

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No início da concessão do sistema de esgoto, em 2003, eram 430 quilômetros de rede instalados. Hoje, são 556 quilômetros. Segundo o diretor de operações da Foz do Brasil, Thadeu Pinto, são necessários ainda 60 quilômetros de rede de coletores-tronco para fazer a ligação com a ETE. "A construção da estação significa que teremos nossos rios limpos em três anos. É um período bastante curto, mas as instalações das redes estão avançando rapidamente", destaca o prefeito Oswaldo Dias (PT).

Em 2033, o controle da ETE volta para a administração municipal. Inicialmente, a estação não irá produzir água de reúso, mas o prefeito já pensa nessa possibilidade futuramente. "Quando pensamos na construção, a ideia era produzir água de reúso para o Polo Petroquímico, mas as empresas preferiram trazer a água da ETE ABC, em São Caetano, através do Aquapolo. Mas podemos projetar, futuramente, a produção de água também para servir a Prefeitura e até mesmo o Polo Industrial do Sertãozinho", afirma Dias.




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