Sesc Santo André Vários divertimentos podem receber nomes diferentes em
cada região; regras e número de participantes também variam

Você sabe o que é caçapinha, buracão, fubeca e barroca? Todos são jogos de bolinha de gude, que recebem nomes diferentes dependendo da região do Brasil. E não é só isso que muda. Regras, número de participantes, material utilizado e jeito de jogar também variam. Isso ocorre com qualquer divertimento, pois a cultura de cada lugar, a linguagem e os costumes das gerações interferem no desenvolvimento dele.
E já imaginou como uma brincadeira surge? Em geral, nasce de acordo com as necessidades de cada povo e seus hábitos. São transmitidas para as crianças e adultos por meio da fala, de modo informal. Assim, a mesma brincadeira pode ter características diferentes ao redor do mundo.
O Brasil é muito grande e cheio de culturas diferentes. Por isso, é rico em brincadeiras! É possível conhecer muitas delas na exposição Trilhas do Brincar em cartaz no Sesc Santo André. Há vitrines (parecidas com as das lojas) com brinquedos produzidos por crianças de vários lugares do País, que usaram recursos da natureza (folhas, pedras) e materiais encontrados em casa.
A exposição tem tantas atividades que fica difícil sair de lá sem suar O cenário colorido lembra um superquintal com uma enorme árvore no centro, cujas raízes dividem espaços com areia, terra, pedrinhas e até uma lousa gigante no chão (para desenhar amarelinha). Em cada área é possível encontrar muitos passatempos.
Luiza de Carvalho, 6 anos, de Santo André, aproveitou as férias para visitar a exposição com a avó. Gostou tanto que já voltou várias vezes. "Tem muita coisa. Gostei do pé de lata e da brincadeira do elástico."
A mostra tem ainda cineminha em que crianças contam como brincam. Se conferi-la com um adulto, poderá descobrir quais eram as brincadeiras favoritas dele na infância.
ONDE - Trilhas do Brincar no Sesc Santo André (Rua Tamarutaca, 302, tel.: 4469-1200). Terça a sexta, das 10h às 20h, e sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30. Grátis. Até 28 de julho.
Saiba mais:
Os nomes das brincadeiras podem variar de acordo com a região. A amarelinha também é chamada de macaca, avião, academia, xadrez, cancão, casco, entre outros. A pipa é conhecida ainda como papagaio, peixinho e curiquinha. Opega-pega pode ser nega, picula e trisca.
Um dos espaços tem chão de terra vermelha, como aquela que existe no interior. Na área é possível jogar pião e bolinha de gude. Quem não sabe brincar com eles pode ficar despreocupado, pois educadores ensinam a diversão. Adultos relembram a infância no lugar.
Numa das áreas dá para pular corda sozinho ou em dupla. Nesse caso, é possível prender uma das pontas do brinquedo em hastes que ficam no espaço. Assim, você e um amigo podem se revezar na diversão; enquanto um bate a corda o outro pula.
Consultoria de Maria Angela Barbato Carneiro, coordenadora do Núcleo de Cultura e Pesquisas do Brincar da PUC-SP, e da psicopedagoga Sandreilane Cano.
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