Palavra do leitor Estudo do lixo de Santo André encomendado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) em 2013...

Estudo do lixo de Santo André encomendado pelo Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) em 2013 (gravimetria), que fez raio X do que é descartado pelos moradores da cidade, detectou que o principal produto não orgânico misturado ao lixo comum é o plástico. Ele representa mais de 15% do lixo úmido do município, ou 97,5 toneladas, que seguem diariamente para o aterro sanitário sem necessidade.
Como no resto do mundo, no Brasil, o consumo do material aumentou nos últimos anos – entre 2000 e 2009, o crescimento foi de 35%, segundo a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (2009).
Para minimizar o impacto no meio ambiente é necessário, antes, optarmos por novas formas de consumo, sempre que possível substituindo o plástico. Já o fabricante tem de investir em alternativas que atendam à demanda de empresas que usam o produto em embalagens.
No fim do ciclo, resta a reciclagem. Mas nesse quesito também precisamos avançar. Segundo o Monitoramento dos Índices de Reciclagem Mecânica do Plástico no Brasil (2012), da Plastivida, instituto que representa a cadeia produtiva do setor, o País reciclou só 21,7% dos plásticos pós-consumo em 2011. Houve melhora em relação a 2010, mas é possível fazer muito mais. Até porque o plástico vai para lixões, rios e aterros. Neste último caso, ele compromete a vida útil desses espaços, cada vez mais escassos no País. O fabricante deve fazer a logística reversa, prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, de forma que o plástico retorne à cadeia produtiva com agilidade e em volume que atenda à necessidade de matéria-prima.
Em Santo André, a maior parte do plástico é polietileno de baixa densidade, usado, entre outros, para confeccionar vasilhames que guardam alimentos. Graças à reciclagem, o volume do plástico no lixo da cidade caiu pela metade desde 2006. É fundamental que a população destine corretamente o seu lixo para colaborar com o aumento da vida útil do aterro e, indiretamente, com a renda das cooperativas de reciclagem.
No município, participar da coleta seletiva é fácil. Aqui, desde 1998, quando foi lançada a coleta seletiva porta a porta, se instituiu a divisão por lixo úmido (orgânicos) e seco (reciclagem). Este modo mais descomplicado de destinação à reciclagem soma favoravelmente para que mais andreenses separem o plástico e demais recicláveis, depositando-os na frente do imóvel no dia em que a coleta seletiva passar. É ato de cidadania benéfico a toda cidade.
Sebastião Ney Vaz Jr. é superintendente do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André).
Palavra do leitor
Biblioteca
Convido a todos a fazerem visita à Biblioteca Monteiro Lobato, no Centro de São Bernardo, e ver o estado dos cinco computadores – movidos a lenha – ali existentes, dos quais três estão pifados. Aproveitem também e perguntem ao nobre alcaide o que é mais interessante: superfaturar salsicha ou colocar equipamento decente em biblioteca.
Nelson Mendes
São Bernardo
Educação carente
Referente à educação da cidade de Pilão Arcado, na Bahia, consegue-se ver a vontade de aprender dos alunos e, ao mesmo tempo, a negligência do governo, tanto o estadual como o federal, com essa cidade, onde tais administrações andam usando pessoas de bem para serem ‘donas’ de empresas com contratos milionários com as prefeituras. Cadê o Ministério Público para prender esses falsários? Brasil, terra de ninguém. Infelizmente.
Rosângela Caris
Mauá
Tráfico
Enquanto não houver sinergia entre os governos municipais, estaduais e federal, o combate ao tráfico será ‘enxugamento de gelo’! Será que existe interesse real nesse combate, quando vemos o governo federal desguarnecendo as fronteiras perigosas, por onde passa a maioria das drogas e armas, quando desativou postos do Exército nessas localidades?
Aparecida Dileide Gaziolla
São Caetano
Via Anchieta
Em relação à reportagem sobre a Via Anchieta (Setecidades, dia 19), em 2003, o Brasil exportou US$ 73 bilhões. Dez anos depois, em 2013, chegou a US$ 242 bilhões, crescimento de 232%. Desse total, 1/4 passou pela Via Anchieta. Como a rodovia suporta um crescimento desse? O governo precisa aumentar as exportações, mas não ajuda em nada. As prefeituras do Grande ABC e Baixada Santista têm de arcar com as consequências, principalmente moradores da Baixada que trabalham na Capital e vice-versa. Governo, abra o olho, pois as exportações começaram a cair, não só pelo caos do porto, mas pela rodovia. Façam outra Via Anchieta. Esta só para exportações. Já está paga com o pedágio.
Nelson Hanna
Santo André
Gasto inútil
Para realização da Copa do Mundo no Brasil o governo está gastando R$ 50 bilhões na construção de estádios de futebol. Com esse dinheiro daria para melhorar a Saúde e construir colônias agrícolas para os dependentes químicos se tratarem contra as drogas e trabalhar. Só que isso não dá voto. Acorda, eleitor!
Orpheu Della Groce
São Bernardo
Na faixa
Gostaria de deixar minha indignação ao desrespeito com os pedestres na Avenida D. Pedro I, em Santo André. Em frente à empresa Atento,existem duas faixas de pedestres e os funcionários ficam, em média, de cinco a dez minutos para atravessar a via. Alguns se arriscam a entrar na faixa para ver se algum motorista para. Mas que nada! O que podemos fazer? Sou profesora coordenadora da rede municipal em Ribeirão Pires e estou acostumada a ser respeitada como pedestre, porque em Ribeirão existe punição para esse tipo de atitude.
Elza Ferencile
Ribeirão Pires
Tem de podar!
Dia 21 fez quatro meses que pedi para podar árvore na Rua Padre Mororo, 356, em São Caetano. Mas até agora, nada! Será que toda vez que precisar de serviço da Prefeitura terei de recorrer a este Diário? Isso é descaso em cidade que se intitula de primeiro mundo. Secretário de Serviços Urbanos, Dorival Fernandes, quero a árvore podada. Urgente.
Fernando Zucatelli
São Caetano
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