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O efeito São Roque

Wilson Marini
da APJ
24/10/2013 | 07:09
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O episódio em que ativistas soltaram 178 cães da raça beagle que eram utilizados em testes de laboratório pelo Instituto Royal, em São Roque, ganhou as redes sociais, repercutiu em todo o País e em várias partes do mundo e, claro, acendeu a discussão também no interior paulista sobre a proteção dos animais de uma forma mais ampla. Jornalistas sabem há muito tempo que matérias com animais “rendem leitura” (ou audiência). A vida animal sensibiliza o interesse de muita gente. Mas agora há um novo ingrediente – o debate sobre a validade de experimentos com animais vivos. Sofrimento e maus-tratos são o foco do ataque dos ativistas. Pesquisadores nas universidades, por sua vez, alegam que seguem protocolos universais, além da finalidade nobre de desenvolver conhecimento que beneficie a humanidade. Nesse fogo cruzado, o assunto vai para o parlamento, onde cabe elaborar as leis que poderão dar novos parâmetros à questão. É o caso de Jundiaí, onde ganhou força discussão sobre um projeto que tramita na Câmara Municipal prevendo a proibição de testes desse tipo no município sob pena de multa de R$ 5.000 por animal utilizado. O argumento é de que a experimentação é condenável do ponto de vista ético e científico.

Maus-tratos

O Jornal de Jundiaí, da Rede APJ (Associação Paulista de Jornais), apurou que nenhum órgão público local recebeu denúncias de vivissecção (condutas científicas com o animal vivo, com ou sem anestesia). As reclamações, de oito a dez por dia, limitam-se a maus-tratos genericamente. O vereador reconhece que desconhece casos de uso de animais vivos na cidade, mas afirma que o projeto pretende justamente coibir a prática. “Sabemos que muitas instituições médicas têm este costume. Caso alguma empresa ou entidade faça isso, se houver a lei, as denúncias irão acontecer e iremos ter conhecimento para punir”, diz Leandro Palmarini (PV).

DGABC

Antivivissecção

Mais de 100 milhões de animais mortos no mundo são o saldo anual de experimentos científicos com animais em testes laboratoriais para indústrias e universidades. O dado é da Frente Parlamentar de Defesa e Direito dos Animais na Assembleia Legislativa paulista, conduzida pelo deputado Feliciano Filho (PEN), responsável por uma Comissão Antivivissecção no Estado. Animais saudáveis são cortados, queimados, privados de comida e induzidos a estresse em aulas de veterinária, farmacologia, medicina, biologia e cursos ligados a área de biomédicas. O mesmo acontece em testes laboratoriais para indústrias de cosméticos, de produtos automotivos e de materiais de limpeza.

Alternativas

A professora da USP Irvênia Prada afirma que existem métodos alternativos de testes que descartam o uso de animais e que a validade de aplicar experimentos de uma espécie para outra é questionável. Exemplo disso é a talidomida, que ministrada a grávidas na década de 1960 provocou sequelas (como ausência de membros inferiores ou superiores) em bebês.

Polo caipira

A inauguração até 2016 das fábricas das montadoras de veículos Honda, em Itirapina, e da Mercedes-Benz, em Iracemápolis, consolidará no interior paulista o ‘polo caipira das montadoras’, ultrapassando em número de unidades de produção o Grande ABC, berço da indústria automotiva do País, segundo publicou o jornal O Estado de S. Paulo nesta segunda-feira (21). Em cinco anos, a área entre Campinas, Sumaré, Sorocaba e São Carlos receberá quatro grandes montadoras, com investimentos de R$ 4 bilhões e a geração de 6.700 empregos diretos. A coreana Hyundai iniciou atividade neste ano em Piracicaba e a japonesa Toyota abriu sua segunda fábrica no Interior, em 2012, em Sorocaba.

Nuclear – 1

A cidade de Iperó terá o maior reator nuclear de pesquisa do País, segundo revela a Cnen (Comissão Nacional de Energia Nuclear) em matéria publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, da Rede APJ. O equipamento será usado na medicina nuclear para o diagnóstico e tratamento de cânceres e em pesquisas voltadas à agricultura, energia, ciência dos materiais e ao meio ambiente. O Ipen (Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares) espera que o projeto entre em funcionamento em 2018.

Nuclear – 2

O documento detalha de forma didática as características que envolvem o projeto do RMB (Reator Multipropósito Brasileiro) em Iperó. A lista inclui a descrição das instalações, a escolha do local, o motivo da construção, as expectativas ambientais e os riscos de acidentes. O projeto prevê a construção do RMB em um terreno no km 10 da Rodovia Municipal Bacaetava – Sorocaba. A área, de 2 milhões de metros quadrados, fica ao lado do CTMSP (Centro Tecnológico da Marinha em São Paulo).

Breves

4 Lançada a pedra fundamental do Centro de Inovação da Dori Alimentos em Mairinque, região de Sorocaba.

4 Segunda-feira (28), comemora-se o Dia do Funcionário Público. Os Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás (em breve) baniram as câmaras de gás para o sacrifício de animais abandonados.




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