No caso de o governo não atender à recomendação, o MPPE vai recorrer à justiça. "Vamos judicializar, vamos entrar com uma ação civil pública e acredito que teremos facilidade para conseguir a interdição", afirmou Coelho. Ele destaca que, por meio de cinco decretos anteriores, o governo proibiu a prática do surfe e de esportes aquáticos nos 30 quilômetros de extensão litorânea que contam com a presença do tubarão. "O efeito foi imediato, desde então nenhum surfista sofreu ataque de tubarão", observou.
Para o promotor, a interdição não precisa ser total e em toda esta extensão de 30 quilômetros - da praia do Carmo, em Olinda, à Praia do Paiva, no município metropolitano do Cabo de Santo Agostinho. "A interdição seria em locais e épocas de maior risco, o que seria definido pelo Cemit", observou.
Se já houvesse a proibição, ele acredita que a vida de Bruna teria sido poupada. "Os bombeiros avisaram para sair da água, mas elas (Bruna e a prima) voltaram", observou. "Com a interdição, eles teriam poder para impedir que alguém entrasse no mar".
De acordo com o Cemit, as praias de Boa Viagem, no Recife, e de Piedade, no município vizinho de Jaboatão dos Guararapes, são os locais de maior incidência de ataques, que também costumar ocorrer com mais frequência no mês de junho.
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