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Vagas de profissionais com anos de call center vão subir 20%

Projeção do índice vai de 2011 até o fim do ano;
setor abre portas para pessoas com mais experiência

20/06/2013 | 07:21
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Marina Brandão/DGABC
Marina Brandão/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Conhecido por abrir as portas do mercado de trabalho aos jovens profissionais, o setor de call center mostra que aqueles que já possuem mais experiência (por terem mais de 40 anos) e, em alguns casos, estão próximos da aposentadoria, também encontram oportunidades, sendo contratados pelo segmento. “A expectativa é que entre 2011 até o fim de 2013, a participação desta faixa etária apresente crescimento em média de 20%”, afirma Stan Braz, diretor presidente executivo do Sintelmark (Sindicato Paulista das Empresas de Telemarketing, Marketing Direto e Conexos).

Ele explica que o setor carece de pessoas mais maduras e que sejam pacientes. “Mesclar as equipes, incluindo quem está entrando no mercado de trabalho e os que já têm experiência, é bastante positivo. A troca profissional é grande.”

Consultor da empresa Trade Call Service, Moracy das Dores, acredita que os profissionais acima de 40 anos não costumam faltar e não se atrasam. “Também constatamos que o turn over (a rotatividade) da empresa diminuiu em 75% e o comprometimento desses profissionais é bem maior, se comparado às novas gerações. Atualmente, em todas as empresas que damos consultoria de implantação ou reorganização de contact center, orientamos que sejam contratados profissionais com mais de 35 anos”, destaca o consultor.

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RAIO X - O setor de call center cresce, em média, entre 9% e 10% ao ano. “Com o aumento das compras on-line, sobe a necessidade do suporte no pós-venda, e o crescimento de tecnologias, como celulares e serviços afins, a busca por teleoperadores (pessoas que atendam esses clientes) é muito maior. E, geralmente, as empresas tercerizam esses serviços por meio de companhias especializadas”, pontua Braz.

Segundo o presidente executivo do Sintelmark, o Estado de São Paulo reúne cerca de 180 mil profissionais da área, desse montante, 20% atuam em firmas do Grande ABC – ou seja, cerca de 36 mil.

De acordo com o último levantamento do sindicato do setor, no início de 2012, dois em cada dez profissionais do Estado de São Paulo cursavam Ensino Superior; 71% deles têm Ensino Médio completo, 19% Superior incompleto e 10% já concluíram a faculdade. O levantamento aponta ainda que 69% dos trabalhadores desta atividade são do sexo feminino e R$ 700 é o salário médio para jornada de seis horas.
 




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