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Crianças são as
mais afetadas
por fumo passivo

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pequenos de até 5 anos são mais suscetíveis
por ainda não terem imunidade desenvolvida


Thaís Moraes
Do Diário do Grande ABC

31/05/2013 | 07:00


Todos sabem que fumar é extremamente prejudicial à saúde. Quem consome tabaco tem chances enormes de desenvolver vários tipos de câncer, doenças respiratórias, cardíacas e derrame. Mas o cigarro não afeta somente fumantes.

Hoje, no Dia Mundial Sem Tabaco, o alerta é para as pessoas que convivem com tabagistas, os chamados fumantes passivos, que também possuem grandes probabilidades de ficar doente.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) informa que 40% das vítimas do fumo passivo têm até 5 anos. Cerca de 700 milhões de crianças em todo o mundo estão expostas à fumaça do cigarro dentro de casa. Além disso, segundo o Inca (Instituto Nacional de Câncer), o tabagismo passivo é a terceira maior causa de morte evitável no mundo.

“A imunidade da criança é diferente da de um adulto. Como o sistema respiratório é mais frágil, o risco de elas desenvolverem doenças pulmonares é maior”, explica o diretor de promoção da saúde cardiovascular da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), Carlos Alberto Machado.

Por esse motivo, a SBC elaborou neste ano uma cartilha para informar que crianças são as mais vulneráveis ao fumo passivo. O intuito é que elas conscientizem os pais a abandonarem cigarro. “Queremos que os pequenos virem agentes de saúde. Eles têm mais poder sobre os pais mais do que os profissionais”, justifica Machado.
Quanto maior o número de fumantes dentro de casa, maior é o risco de crianças desenvolverem doenças cardiovasculares, respiratórias, problemas no sistema imunológico, deficit de atenção e até perda de audição.

Segundo o especialista, por mais que as pessoas fumem em áreas externas, como sacadas e quintais, os componentes do cigarro ficam impregnados na pele, cabelo e roupa. “O vento leva as partículas e elas entram em contato com as vias respiratórias. O ideal é não deixar ninguém fumar perto”, alerta o cardiologista.

Mas não é só no início da vida que o fumo passivo é prejudicial. Segundo o Inca, pessoas expostas ao tabaco têm 30% mais chance de desenvolver câncer de pulmão e de sofrer com doenças cardíacas. No Brasil, pelo menos 2.655 não fumantes morrem a cada ano por doenças atribuíveis ao tabagismo passivo. Isso corresponde a sete mortes por dia.

Outro foco da campanha é alertar crianças e adolescentes sobre os riscos do tabaco para que não virem fumantes no futuro. Pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Cardiologia com cerca de 3.000 alunos com idade entre 10 e 19 anos de escolas públicas apontou que, para os 10% de jovens fumantes, o exemplo vindo de casa foi determinante para o início do vício.

Neste grupo, 52% dos pais fumavam, seguido das mães (44%) e irmãos (36%). Já com os outros 90% não fumantes, os índices caíram significativamente: 18% dos pais e 14% das mães fumavam. No caso dos irmãos, a porcentagem foi de 5%.

Cigarro reduz vida em até 10 anos

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o tabaco reduz entre sete e dez anos a expectativa de vida do fumante. O consumo de cigarro mata cerca de 10 mil pessoas por dia e é a principal causa de morte evitável no mundo, seguida pelo álcool e pelo fumo passivo.

No Dia Mundial Sem Tabaco, o ideal é que as pessoas reflitam sobre a atitude e deixem de fumar ou sequer tenham vontade de experimentar.

“Parar é muito mais difícil que começar. Além da dependência química, existe a psicológica. O tratamento é muito complicado porque envolve decisão do fumante e mudança de comportamento, aliado ao tratamento com remédios e adesivos”, avalia o pneumologista da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Adriano César Guazzelli.

Dicas

Especialistas aconselham que para parar de fumar é necessário força de vontade, diminuir consumo aos poucos, evitar ingerir bebidas alcoólicas, escovar os dentes após as refeições, fazer exercícios físicos, jogar fora isqueiros e cinzeiros e resistir às recaídas nos primeiros dias.



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