Mobilização Categoria não aceita parcela de R$ 7.000 de PLR; sindicato aguarda reunião na 2ª com a montadora
Orlando Filho/DGABC

Mais uma vez os metalúrgicos da GM (General Motors), da planta de São Caetano, recusaram em assembleia, na tarde de ontem, a proposta da empresa para a PLR (Programa de Participação nos Lucros e Resultados) 2013, no valor de R$ 12,5 mil para 100% da meta de produção. Por essa razão, a categoria decretou estado de greve. O comunicado à montadora foi feito pelo Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano, com a entrega de um documento. "Vamos tentar nos reunir com a GM na segunda-feira pela manhã, e talvez, pela tarde, faremos assembleia para comunicar os passos da negociação da PLR aos funcionários", diz o presidente do sindicato, Aparecido Inácio da Silva, o Cidão.
PROPOSTA
A GM ofereceu pagar a primeira parcela, de R$ 7.000, no fim do mês. Cidão acredita que se conseguir chegar a acordo de R$ 13 mil, aumentando a primeira parte para R$ 7.100, a assembleia aprovará o benefício. O valor da segunda parcela irá variar de acordo com a meta atingida.
Neste ano, os 12,5 mil funcionários da planta fabril de São Caetano devem produzir 341 mil unidades para atingir 80% da meta; 370 mil veículos representam 100% do previsto e 394 mil equivalem a 120% da produção.
Caso a montadora norte-americana fechasse a PLR em R$ 13 mil (100%), com o ritmo de produção atual (110%), o valor pago seria reajustado para R$ 14,2 mil, explica Cidão.
O descontentamento com a proposta da companhia é tanto que ao ouvirem o valor da primeira parcela, os trabalhadores vaiaram o anúncio. "A vaia é válida. Nós também não concordamos. Por isso, vamos tentar abrir novas negociações e, ao mesmo tempo, temos que pressionar com o indício de possível paralisação", declarou o dirigente sindical ao falar com os colaboradores na assembleia.
No ano passado, o valor da PLR foi de R$ 15.355,86 porque os trabalhadores superaram as metas de produção, atingindo níveis acima do 100%.
Em São José dos Campos, no Interior, onde a companhia possui outra unidade, os funcionários aprovaram o valor da primeira parcela da PLR, de R$ 8.320. "Precisamos entender que vivemos uma realidade diferente da ‘companheirada' de São José. Eles já produziram mais que a gente, mas hoje, o cenário é contrário", aponta o presidente do sindicato.
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