Irregularidades?

A Prefeitura de São Bernardo vai apurar possíveis irregularidades cometidas por três integrantes da diretoria executiva do Sindserv (Sindicato dos Servidores), que estariam desempenhando outras atividades e deixando de cumprir os compromissos com a entidade.
A suspeita atinge a auxiliar de enfermagem Lucinéia Cristino Mesquita, o enfermeiro Luciano da Silva e o agente de esporte Márcio Jacob. Lucinéia é vice-presidente do Sindserv, Márcio o 1° secretário, e Luciano diretor de Saúde e Segurança do Trabalho.
Luciano e Lucinéia são conselheiros do Coren-SP (Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo). O cargo é honorífico, ou seja, sem vínculo empregatício.
Mas, para desempenhar sua função, os conselheirostêm direito a uma verba de representação, que pode chegar a R$ 500 por atividade. Cada conselheiro do Coren pode ter, no máximo, 15 representações mensais.
Márcio Jacob é auxiliar de arbitragem da FPF (Federação Paulista de Futebol). A remuneração para auxiliares que atuam na Série A-1 varia entre R$ 1.250 para um assistente escudo Fifa (Federação Internacional de Futebol Associado) e R$ 1.000 para o assistente que não tem o escudo da entidade máxima do futebol.
ATO LEGAL
A diretoria do Sindserv é composta por 40 diretores e 10 integrantes do conselho fiscal, dos quais 11 compõem a diretoria executiva e são, por força de acordo coletivo, liberados do trabalho para exercício do mandato sindical.
Por nota, o presidente do Sindserv, Giovani Chagas, afirma ter total confiança no trabalho dos diretores citados, que não estão cometendo nenhum tipo de irregularidade e cumprem com honradez o mandato designado pela categoria.
Segundo o sindicalista, Lucinéia e Luciano cumprem todos os dias as atividades na diretoria executiva do Sindserv. "A atuação desses dois diretores muito nos honra, especialmente pelo fato de estarem à frente da luta pela redução da jornada dos trabalhadores da enfermagem para 30 horas", disse.
Com relação a Márcio Jacob, Chagas argumenta que ele atuou em partidas realizadas à noite ou nos fins de semana, o que também não prejudica sua atuação como dirigente sindical.
"Ele é auxiliar de arbitragem há mais de 15 anos e dirigente sindical há apenas seis meses, não exerce outro serviço público, o que é vedado por lei."
Chagas reagiu com estranheza ao fato, argumentando esse tipo de suspeita num momento de intensa atuação sindical.
A Prefeitura informou que o Departamento de Gestão de Pessoas desconhece eventual exercício de dirigentes sindicais em funções estranhas ao ofício e que é vedada aos servidores municipais exercerem mais de um cargo público remunerado. Mas irá averiguar o caso.
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