Jean Rouch, célebre por seus documentários sobre a África e de conceitos como “a câmera participante”, se encontrava em Níger para um evento cultural sobre o cinema regional.
Nascido em Paris, em 31 de maio de 1917, Rouch rodou cerca de 120 filmes, alguns dos quais são clássicos da antropologia visual, como Les Maitres Fous e Moi, un Noir.
Em 1960, realizou, com o sociólogo Edgar Morin, o filme Crônica de um Verão (Chronique d’ un Été), apoiado em novos recursos técnicos como câmera leve na mão e gravador de som direto, o que inaugurou um método de trabalho de documentário que ficou conhecido como cinema verdade. A obra de Jean Rouch tem fortes vínculos com o documentário brasileiro ligado ao Cinema Novo.
Formado em engenharia civil e doutor em literatura, foi diretor de pesquisas do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França e diretor da Cinemateca Francesa de 1987 a 1991.
Segundo os críticos, Rouch mudou a forma de filmar a África. “Para mim a única maneira de filmar é andar com a câmera, conduzi-la até onde ela é mais eficiente. A câmera se torna assim tão viva quanto as pessoas que ela filma”, costumava dizer.
Rouch abria mão de grandes equipes de filmagem. Seus filmes eram feitos com o pessoal imprescindível: um operador de câmera, que é ao mesmo tempo diretor e etnógrafo (ele mesmo); um engenheiro de som, que deve pertencer à etnia filmada, pois precisa compreender a linguagem local; e alguns assistentes.
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