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Dida e Cruzeiro nao entram em acordo

10/05/1999 | 17:13
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A audiência conciliatória entre o goleiro Dida e o Cruzeiro, realizada nesta segunda-feira na Justiça do Trabalho de Minas Gerais, nao deu em nada. Sem acordo entre as partes, o juiz Joao Roberto Borges vai divulgar sua sentença, quarta-feira à tarde. Dida requer passe livre alegando que o Cruzeiro errou ao nao apresentar proposta de renovaçao de contrato no prazo legal. O clube nega.

Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, presente no tribunal pela primeira vez desde o início do processo, chegou afirmando que por US$ 3 milhoes faria um acordo com o goleiro. Na audiência, as advogadas de Dida, Gislaine Fernandes de Oliveira e Regina Ladeia, ofereceram valor referente ao fundo de garantia a que o goleiro teria direito, algo em torno de US$ 50 mil.

A atitude revoltou o presidente cruzeirense. ``Elas estao brincando conosco. Essa proposta fere a dignidade do Cruzeiro. Com tamanha inflexibilidade nao há como negociar', declarou à saída da sala de audiência. Perrela afirmou que vai agora deixar a decisao a cargo da justiça e acredita em vitória. ``Já obtivemos duas sentenças favoráveis e nao acho que vá ser diferente dessa vez', disse ele.

A sentença de quarta-feira cabem recursos de qualquer dos lados. Até cumprir todas as instâncias judiciais, o processo pode se arrastar por até dois anos, tempo que Dida reconhece ser prejudicial para sua carreira, principalmente na seleçao brasileira. O goleiro, entretanto, garante que nao vai desistir. ``Estou lutando nao só por mim, mas por todos os jogadores que enfrentam situaçao parecida. Nao podemos mais ser escravos dos clubes', desabafou.

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Dida vem treinando no Lugano da Suíça, para onde retorna nesta segunda-feira à noite. Ele está amparado por uma resoluçao da Fifa que o libera para atuar por qualquer equipe por 60 dias. O prazo se expira no próximo dia 20, podendo ser prorrogado por até um ano. Independentemente da prorrogaçao, Dida disse que volta para Belo Horizonte na próxima semana para acompanhar de perto o andamento do impasse. ``Mesmo com o consentimento da Fifa, nao conseguiria me concentrar no trabalho tendo minha vida sendo decidida aqui', explicou ele.




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