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Rapper das antigas

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Artista da região, famoso nos anos 1980, volta à ativa e se apresenta em São Paulo


Caroline Manchini

13/06/2018 | 07:00


Veterano do rap, que fez sucesso na década de 1980, volta aos palcos a todo vapor. O são-bernardense Geraldo José dos Santos, 46, mais conhecido como GSA, decidiu, depois de alguns anos fora do cenário musical, se dedicar novamente à sua grande paixão: compor e cantar. Mesclando rap e literatura, ele apresenta, em seu canal no YouTube (Geunidade Gsa Gê), a composição Caixinha de Surpresa, que fala sobre a essência do futebol, “aquela que vai além do gol e salário dos jogadores”, como ele mesmo define.

Para marcar o momento especial em sua carreira, GSA vai se apresentar, ao lado do DJ Scott – parceiro fixo de trabalho –, amanhã, a partir das 22h, no Bar Brahma (Avenida São João, 677), em São Paulo. Este será o primeiro show depois de quase seis anos afastado dos palcos. Ao longo da carreira, o cantor lançou disco solo e livro de poesias.

A história de GSA com o rap começou no fim dos anos 1980. “Nessa época tivemos os primeiros movimentos musicais de rua na região e, a partir deles, organizei, ao lado de alguns amigos, encontros em praças e até mesmo nas ruas da periferia para apresentarmos nosso som”, relembra. Mesmo sem muita informação ou direcionamento a respeito do gênero, o rapper não deixou de mostrar que a arte também poderia estar nos ambientes mais carentes. Além das reuniões, o cantor frequentava os famosos bailes rap, onde venceu concurso e conheceu grandes nomes do estilo, como MC Jack.

Desde então, passou a enxergar a música como algo promissor, e não apenas diversão. “Iniciei grandes pesquisas para entender a dinâmica do gênero e descobri que gostaria de levar a mensagem do rap adiante”, conta. GSA viu na música forma de protestar contra problemas sociais, bem como expressar ideias, já que na época não tinha voz ativa.

“Era comum, nos movimentos de rua, recebermos visita policial. Enfrentamos confrontos e momentos tensos, mas sobrevivemos.” Ele acrescenta: “Fazer rap é um tabu que, aos poucos, está sendo quebrado. Hoje sua grande missão é levar informação e diversão ao público e, por meio do ritmo e poesia, evidenciar os anseios de pessoas que vivem à margem da sociedade”. Pessoas essas que, assim como há três décadas, segundo ele, ainda precisam de mais oportunidade profissional e educacional. Para o rapper, o Brasil carece de mais investimentos em Educação e Cultura. “Vejo que os problemas sociais continuam os mesmos”, encerra. 



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