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Emprego na indústria tem melhor resultado desde 2013

EBC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Números do primeiro trimestre deste ano mostram que fábricas criaram 950 postos


Yara Ferraz
Do Diário do Grande ABC

17/04/2018 | 07:21


O emprego na indústria do Grande ABC começa a dar sinais de recuperação no primeiro trimestre deste ano. No total, foram criados 950 postos de trabalho, melhor número para o período desde 2013. Ao considerar apenas março, a geração de vagas nas fábricas chegou a 250, maior volume para o mês desde 2011.

Os dados foram divulgados ontem pelo Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo). Mesmo com números positivos, haja vista que se trata da primeira vez em quatro anos em que o trimestre encerra com saldo positivo, ou seja, com mais admissões do que cortes, o resultado ainda é interpretado como discreto crescimento do mercado de trabalho e da própria economia. No acumulado dos 12 meses, a região ainda amarga perdas, com o fechamento de 2.550 postos de trabalho.

“As empresas estão se preparando para a retomada há algum tempo, mas ainda de forma muito tímida e insegura. Muitas delas ainda estão com capacidade ociosa, por conta do cenário dos últimos anos, então a retomada não deve ser rápida”, comentou o vice-diretor do Ciesp de São Bernardo, Mauro Miaguti.

A cidade foi responsável, junto com Diadema, pela criação de 250 vagas cada uma. Em compensação, Santo André e São Caetano registraram dados negativos com encerramento de 200 e 50 vagas respectivamente.

De acordo com o diretor do Ciesp Diadema, Anuar Dequech Junior, não há aberturas de empresas, então os números mostram cautela. “As indústrias estão colocando algumas pessoas para atender a demanda que está surgindo. Trata-se de algo sutil.”

Na cidade, setores como produtos de metal (5,95%), metalurgia (2,27%) e produtos de minerais não metálicos (4,17%) tiveram crescimento. “A indústria automobilística retomou a produção de forma bem sustentável. Algumas empresas, como as autopeças, ainda têm capacidade ociosa entre 40% e 50%. Se tivesse aumento brusco na produção, elas atenderiam por conta das máquinas e da estrutura que já possuem, mas em relação a contratação é um processo mais demorado”, disse Dequech.

Conforme o diretor do Ciesp Santo André, Norberto Perrella, é difícil prever os próximos meses. “O mercado chegou no fundo do poço e parou de cair, mas a retomada ainda não acontece do jeito que deveria. É um ano cheio de dúvidas, e o cenário em relação a possíveis reformas ou programas do governo federal não está favorável.” 



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