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Legado da crise


Do diário do Grande ABC

15/04/2018 | 11:08


O setor industrial do Grande ABC sentiu o impacto da crise econômica. No período de sete anos, entre 2008 e 2015, a queda no PIB (Produto Interno Bruto) do segmento atingiu a marca de R$ 16,1 bilhões, passando de R$ 42 bilhões para R$ 25,9 bilhões.

O duro golpe foi sentido pelas sete cidades. Entretanto, o choque foi mais forte em São Bernardo e São Caetano, pois são municípios que contam com montadoras de veículos, o ramo empresarial mais atingido pela recessão e que responde por 40% da produção do setor industrial.

As linhas de montagem, impulsionadas por redução nas alíquotas de IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) implantada em 2008 pelo governo federal, sentiram o baque do fim do incentivo em 2014. Juros altos e desemprego elevado fizeram com que as vendas se retraíssem e a consequência veio rapidamente. Em São Bernardo, com cinco fábricas de carros, a queda nas riquezas da indústria minguaram 50,1%, e, em São Caetano, com uma, 61,8%.

Os números, que foram levantados com exclusividade para o Diário pela Universidade Municipal de São Caetano, vão até 2015. Após a mudança de governo, com novos rumos na política econômica e a realização de reformas, sinais de reação ocorreram. Entretanto, é preciso bem mais que isso.

Especialista ouvido por este jornal aponta a necessidade da implementação de políticas públicas e da capacitação da mão de obra. Além disso, é preciso que ocorra a interação entre a iniciativa privada e o setor público, como, por exemplo, o Consórcio Intermunicipal do Grande ABC e a Agência de Desenvolvimento do Grande ABC, além de sindicatos e universidades.

No caso específico do setor automobilístico, é primordial que se tenha agilidade na aprovação do Rota 2030, programa de incentivos fiscais do governo federal, que deveria ter saído do papel em fevereiro, mas que continua nebuloso e, após sucessivos adiamentos, sem data para começar a vigorar. 



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