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Pagar sim, mas o justo


Do Diário do Grande ABC

12/01/2018 | 09:46


Pagar imposto é necessário, mas a cobrança deve ser justa. Todos os cidadãos, independentemente de profissão, escolaridade ou gênero, têm essa obrigação. Que deve ser cumprida, para que o Estado possa ter recursos para, como contrapartida, custear serviços como Saúde, investimentos em transporte, Educação, Habitação, entre outros.

Em um mundo perfeito, o cidadão paga o que deve e o poder público devolve. Pena que as coisas não funcionam exatamente da forma como foram planejadas. E, na maioria das vezes, a corda estoura sempre do lado daqueles que nada podem fazer, a não ser continuar a contribuir, mesmo com muito sacrifício, reclamação e a duras penas.

Este Diário mostra hoje em sua página de Economia que a tabela do IR (Imposto de Renda) não tem correção há três anos. Ou seja, desde 2015 os brasileiros são sobretaxados. Pagam muito mais do que deveriam. Entretanto, no sentido inverso, têm como correspondente retorno cada vez com menor qualidade e intensidade, vide as filas registradas em equipamentos de Saúde, estradas esburacadas, trens que têm o atraso como regra e a pontualidade nos horários como exceção.

Triste saber que uma pessoa que hoje ganha R$ 4.000 de salário, e que tem mensalmente desconto de R$ 263,87, deveria contribuir apenas com R$ 33,26, ou seja, 693,4% a menos. No acumulado do ano, são R$ 2.800 que perde.

Além disso, legião de trabalhadores repassa parte do ganha aos cofres federais injustamente. Fosse feita justiça e, a tabela, equiparada com os índices inflacionários, o menor salário a ser tarifado deveria atingir R$ 3.556,56. Números bem acima dos atuais R$ 1.903,98.

Tivesse o Leão da Receita menos fome, aqueles que ganham menos contariam com algum dinheiro a mais para as suas necessidades. Montante que poderia ser revertido em melhores condições de vida para eles e suas famílias, e que certamente incentivaria o crescimento da economia.  



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