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Quase sem destino

Haroldo Nogueira/Vipcomm/Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Carro também é sinônimo de aventura; pessoas que levam a vida viajando contam experiências


Nilton Valentim
Do Diário do Grande ABC

12/01/2018 | 08:44


Irrequieto desde criança, o jornalista Paulo Rollo, 57 anos, atirou-se cedo no mundo. Com três décadas de aventura, com vários tipos de veículos, percorreu mais de 1,6 milhão de quilômetros, passando por 71 países. Nascido em Santo André, hoje ele mora em Lisboa, Portugal, e orgulha-se da vida sem rotina.

Uma das maiores jornadas foi encarada a bordo de um Fiat Elba S, motor 1.3, com o qual percorreu 123 mil quilômetros, por 55 nações, em dois anos e meio. “Cruzei grande parte da África e outros países. O desempenho do carro foi estupendo. Encarou de tudo sem apresentar avarias ou problemas. Trafegou sobre asfalto perfeito e precário, além de terra, areia, lama, neve. Sofreu em grandes altitudes por ser carburada”, detalhou.

Rollo convencionou a chamar suas aventuras de “projetos”. Foram pelo menos 30 e com vários tipos de veículos, inclusive um Fiat Weeckend elétrico, com o qual, em 2011, cruzou as três Américas.

“Amo viajar e norteei a minha vida para me dedicar a esta paixão. Cada projeto me proporcionou um prazer único, já que viajo de forma aleatória, tendo como base um local de partida e um de chegada”, conta o aventureiro. Ele relata poucos problemas no trajeto, mas quase foi devorado por leões, quando trocava pneu da Elba, na África, e foi sequestrado por guerrilheiros na Nicarágua.
<EM>Além dos modelos da Fiat, Paulo já utilizou Volkswagen Santana e Kombi, além de outros da Nissan, Renault e até um motorhome.

HÁ OUTRAS OPÇÕES

Quem gosta de aventuras, quer ir longe, mas não tem planos para toda a vida, também pode cair no mundo, entretanto, em aventuras com prazo fixo para terminar. Empresas organizam expedições e até rali, que podem se transformar em programas de lazer para famílias e opções para as férias.

“A grande vantagem de viajar de automóvel é a flexibilidade que este meio de transporte dá. Você pode alterar o roteiro em função de interesses particulares (história ou gastronomia, por exemplo) e explorar lugares que não chegaria usando ônibus, avião ou táxi”, afirma Detlef Altwig, da TSO Brasil.

“Cada parte da viagem tem uma característica, e você pode parar para aproveitá-las como quiser. Sem ter preocupação de chegar”, diz Renato Perotti, da 4x4 Aventura.

Antes de se lançar na estrada é preciso fazer um bom planejamento. “Começa pela escolha do destino e definição do objetivo da viagem. O foco principal pode estar em cultura, gastronomia ou belezas naturais. Depois, o tempo do roteiro, programar folgas para atraso e ter orçamento realista, além de estudar a legislação de cada país”, aponta Altwig, que organiza o Rally Mercosul, que, apesar do nome, é um grande passeio pelo continente.

“Manutenção do veículo e segurança são fundamentais. Depois disso, tem de estar pronto para o inusitado. Revisar muito bem o carro, ter todos os equipamentos necessários, muita água, comida e um celular”, diz Perotti, que tem como destino preferido a Cordilheira dos Andes.

Livro relata a jornada de jornalista andreense pelo planeta

O jornalista Paulo Rollo, nascido em Santo André e que tem no currículo mais de 1,6 milhão de quilômetros ao longo do mundo, com passagens por 71 países, lançou em dezembro o livro Volta ao Mundo em 8 Mil Dias, pela Editora Chiado, no qual relata suas aventuras. Principalmente as que viveu com o Fiat Elba S 1.3, com o qual viajou por 55 nações e rodou 123 mil quilômetros em dois anos e meio.

“Com ela, fiz amigos pelos quatro cantos do mundo, vivi amores, aprendi três idiomas e pude tocar muitas maravilhas naturais e construídas pelo talento humano”, afirma Rollo.

Em um capítulo, ele conta do sucesso que o Elba fez em Portugal. Principalmente porque a Fiat ainda não exportava o modelo para aquele país e os lusitanos faziam muitas perguntas sobre ele, tornando-se comum ouvir a expressão: “Mas que lindo, pá, este Uno carrinha!”. A palavra ‘carrinha’ equivale a ‘perua’ no Português do Brasil. O livro custa R$ 59 e pode ser comprado no site oficial do autor (www.paulorollo.com.es). 



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