Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 13 de Dezembro

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Política

politica@dgabc.com.br | 4435-8391

Disputas por 2018 arranham união entre os Michels

Orlando Filho/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho

03/12/2017 | 07:00


Promovidos juntos na política de Diadema em 2012, o prefeito Lauro Michels (PV) e o presidente da Câmara, Marcos Michels (PSB), primos, medem forças internamente rumo à eleição para a Assembleia Legislativa em 2018.

Enquanto Lauro já indicou preferência pelo vice-prefeito e chefe de Gabinete, Márcio da Farmácia (PV), como postulante do governo ao cargo, Marcos caminha para bancar candidatura própria à revelia da vontade do primo.
A queda de braço vai além de possíveis divergências familiares. A disputa entre chefe do Executivo e mandatário do Legislativo, sobrinho-neto e neto do ex-prefeito Lauro Michels (1964-1969 e 1977-1982), respectivamente, é por espaço na política atual da cidade.

Lauro e Marcos sempre foram próximos politicamente. Nos dois mandatos do hoje prefeito de Diadema como vereador (2005 a 2008 e 2009 a 2012), o atual presidente da Câmara diademense chefiou o gabinete do primo, ambos filiados no PSDB.

A ascensão política dos Michels veio no pleito de cinco anos atrás, quando a dupla, já no PV, foi eleita – e reeleita em 2016 – para os cargos que ocupam atualmente.

No primeiro mandato de Lauro como prefeito (2013-2016), Marcos se licenciou da Câmara para ocupar postos estratégicos no Paço: comandou a Secretaria de Educação e chefiou o Gabinete do prefeito na segunda metade da gestão do verde.

No fim do mandato passado, Marcos voltou ao Legislativo para disputar a reeleição pelo PSB e, após conquistar a vitória, foi conduzido ao posto de presidente da Câmara com o patrocínio do governo do primo, então recém-reeleito.
Para definir o candidato do governo, Lauro promoveu eleição entre comissionados recentemente e incluiu o nome de Regina Gonçalves (PV, Habitação). O pleito deu Márcio, mas nos bastidores Marcos reclamou que seus aliados não puderam votar, lhe prejudicando. Encaminhou, então, negociações com DEM e PPS para lançar projeto próprio.

O Diário apurou que a briga se intensificou na semana passada após Marcos informar a Lauro que não votará a favor de mudanças no estatuto dos servidores, como quer o verde. 



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados