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Pacientes com diabete têm dificuldades com insumos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Desabastecimento da rede pública de Saúde da região prejudica controle da doença crônica


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

14/11/2017 | 07:00


 O Dia Mundial do Diabetes, celebrado hoje, foi criado para conscientizar sobre a doença, que afeta 8,9% de toda a população brasileira. No entanto, pacientes do Grande ABC aproveitam para alertar sobre as dificuldades enfrentadas no dia a dia, já que é complicado conseguir insumos gratuitos necessários para o controle da doença na rede pública de Saúde.

“Se o indivíduo está controlado e faltam insumos, o controle da diabete neste período em que ele não utiliza os insumos vai ficar ruim ou variando muito e isso é prejudicial”, ressalta o endocrinologista e presidente da Adiabc (Associação de Diabetes do ABC), Márcio Krakauer.

“Sem as tiras reagentes, por exemplo, para saber como está a glicemia, o paciente não terá como calcular quanto de insulina deverá utilizar”, salienta a coordenadora de eventos na Adiabc, Eliete Aleixo Gnan , 51.

O filho de 24 anos da dona de casa Rosinei Ferreira dos Santos, 42, moradora do Jardim Rina, em Santo André, faz uso de bomba de insulina, que, para funcionar, precisa de determinados insumos. “É frequente a dificuldade. Sempre falta alguma coisa”, lamenta.

Em Mauá, a manicure Elisabete Farias, 54 , do Jardim Zaíra, conta que é comum não receber as tiras reagentes nas unidades de Saúde. “E as insulinas eles dividem. Eu teria de pegar quatro unidades, mas mandam duas. Meu marido é aposentado, eu trabalho como autônoma e o custo é muito alto (quando necessita comprar o que falta)”, diz.

Ainda em Mauá, a dona de casa Simone Ribeiro de Barros, 40, do Jardim 4º Centenário, relata que é constante ter de pedir doações de tiras e seringas para insulina – usadas pelo filho de 10 – ou comprar os itens, que não vêm em quantia suficiente, gasto de R$ 200. “Em outubro, só peguei 100 tiras, que dão para 15 dias, e seringa faz tempo que não pego.”

A corretora de seguros Aureloyse Moreira Máximo, 47, de Ribeirão Pires, retira insumos para o filho de 11 anos em farmácia de alto custo do Estado após decisão judicial. “Neste mês não teve insulina, que é a fonte de vida dele. Quando a gente entra com processo na Justiça é porque não tem condições financeiras para custear tratamento”, pontua. “Você nunca sabe o que vai retirar em cada mês. É uma incerteza eterna por falta de comprometimento”, desabafa a mãe.

A Secretaria de Estado da Saúde informou que a rede sofreu desabastecimento temporário da insulina utilizada pelo filho de Aureloyse, “ mas o produto está em fase de aquisição e será solicitada celeridade na entrega ao fornecedor”.

 

Burocracia para aquisição de itens é justificativa dada por administrações

O processo burocrático das licitações para compra dos insumos é o que dificulta a manutenção do abastecimento, segundo as administrações. Mauá declarou que os trâmites são “extremamente lentos” e que “o Brasil é 100% dependente do mercado externo no tocante à aquisição de farmoquímicos”. Média de 4.000 pacientes são atendidos por mês.

Ribeirão Pires não apresentou justificativa e informou que atende 2.407 diabéticos que tomam medicação e 1.133 insulinodependentes. As demais cidades não se pronunciaram até o fechamento desta edição.

O Estado acrescentou que, além da licitação, há o atraso por parte do fornecedor e pregões em que nenhuma empresa oferta o medicamento ou estabelecem preços acima da média de mercado, o que inviabiliza a aquisição.

 

 



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