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Vale tudo pela zoeira

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‘Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola’ explora piadas típicas do tempo de colégio


Luís Felipe Soares

22/10/2017 | 07:08


Aproveitar ao máximo o tempo na escola de maneira nada positiva. Esse é o objetivo das lições deixadas em um caderno escondido há anos no banheiro do Colégio Albert Einstein. Dois alunos decidem apostar nesses ensinamentos e nos conselhos de um tutor sem escrúpulos em seu último ano do Ensino Médio. O vale-tudo pela zoeira vivenciado pelos personagens está em Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola, com cópias espalhadas pelos cinemas do Grande ABC.

É importante deixar bem claro: apesar da classificação etária de 14 anos, a produção é recheada de palavrões – não dos mais pesados, mas que continuam a ser considerados palavrões –, situações constrangedoras, cenas nojentas e diversos momentos politicamente incorretos. Mas nada do que já não foi mostrado em comédias norte-americanas tipicamente adolescentes, casos de Eurotrip – Passaporte Para a Confusão (2004), Superbad – É Hoje (2007) e a franquia American Pie.

“O filme tem diversos palavrões, de certa maneira, bem fortes e ofensivos. Provavelmente, se quase não tivesse palavrão, possivelmente não teria muita graça”, comenta o estudante Leonardo Ferrari, 18 anos, de São Bernardo, presente em sessão na primeira semana de exibição. “Não é um filme para a maioria, por conta das piadas de mau gosto e outras situações que algumas pessoas abominam”, afirma o garoto, ressaltando que a presença do ator mexicano Carlos Villagrán, conhecido por seu trabalho como o Quico, do seriado Chaves, foi um dos grandes chamarizes para escolher a comédia.

A obra é inspirada no livro Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola (Panda Books, 168 páginas, R$ 39,90, em média), lançado em 2009 e assinado pelo comediante andreense Danilo Gentili, que também faz parte do elenco na pele do adulto que passa seu ‘conhecimento’ aos meninos. O material impresso parece ser ainda mais pesado, uma vez que é recomendado para leitores com idade superior a 18 anos. 

Parte das polêmicas da adaptação para as telonas está em torno de momentos que trazem à tona a pedofilia (em participação especial do personagem interpretado por Fábio Porchat dando em cima dos dois protagonistas) e diversas cenas que fazem do bullying a grande inspiração. Apesar da seriedade dos temas, os mais jovens parecem não ligar para ‘zoeiras’ com quase tudo. “Não me incomoda, desde que não passe de humor mesmo e não vire algo mais sério”, afirma estudante andreense de 13 anos que preferiu não ser identificado porque ainda irá tentar assistir ao longa-metragem. “Quero ver a zoeira que o filme envolve na escola, algo que eu e outros jovens vivemos hoje em dia.”

Segundo Leonardo Ferrari, a presença de assuntos um tanto quanto problemáticos no meio da comédia não incentiva reproduções de atos. “É possível, sim, fazer zoeira com quase qualquer assunto. Nos filmes, são apresentados mais para tirar uma graça da situação.”

Bruno Munhoz estreia como ator

A versão em cinema de Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola marca a estreia de Bruno Munhoz, 13 anos, no ofício de ator. Sem nunca ter participado de qualquer trabalho no meio artístico, o jovem de São Paulo acreditou que seria divertido fazer parte do projeto. 

“Sou tímido e nunca pensei em ser ator. Vimos no Instagram um anúncio que o Danilo (Gentili) fez sobre o filme e a busca do elenco. Decidi tentar, me inscrevi e participei de várias etapas até ser escolhido”, conta. “Quando li o roteiro dei muita risada, mas o mais legal mesmo foi ver as pessoas participando dos testes antes.”

Nas telas, ele vive Bernardo, um dos alunos mais estudiosos do Colégio Albert Einstein e que adora o estilo linha dura adotado pela direção do local, principalmente na busca de excelência no padrão de ensino. A jornada para ajudar o amigo Pedro (papel de Daniel Pimentel) a passar de ano agita sua vida durante o semestre – para o bem e para o mal.

Munhoz não tem idade permitida para ir ver o filme sozinho no cinema. Ele já participou de sessão na companhia dos pais e comenta que não vê problema neste tipo de restrição. “Meus amigos também já foram assistir, tendo a idade necessária ou não. Na internet tem muito mais coisas piores que podemos ver. Não acho que fizemos (no filme) algo forte assim.”

Sobre a avaliação dos críticos e algumas polêmicas que têm envolvido o conteúdo do longa-metragem, o agora ator diz: “tenho visto reações do público e lido críticas. Está tudo meio dividido, mas acho que há exageros em certos textos. O filme não é ‘perfeito’ e isso é normal. A intenção é divertir o público de qualquer forma”. 



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