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Suzantur pede recurso à Caixa, mas ainda não renova a frota

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

No valor de R$ 30,3 milhões, contrato
previa o financiamento para a compra veículos


Júnior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

12/10/2017 | 07:08


Passados quatro meses da assinatura de contrato com a Caixa Econômica Federal para renovação da frota de ônibus de Mauá, nenhum coletivo novo da Suzantur chegou às linhas da cidade.

Assinado em junho, o acordo da Suzantur com a Caixa, no valor de R$ 30,3 milhões, previa o financiamento para a compra de 100 veículos zero-quilômetro para a renovação dos coletivos que rodam em Mauá – por meio do programa Refrota. Parte desse valor (R$ 28,8 milhões) é financiada pelo banco público, enquanto que o restante (R$ 1,5 milhão) corresponde à contrapartida da empresa. Os recursos seriam liberados por meio do recém-criado projeto que prevê o uso de recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para a modernização de pelo menos 10% de toda a frota de ônibus urbanos do País.

O secretário de Governo de Mauá e respondendo interinamente pela Pasta de Transportes, João Gaspar (PCdoB), admitiu que nenhum carro com recursos desse programa roda no município. Segundo ele, oito coletivos foram adquiridos, mas ainda seguem na garagem da Suzantur.

“A única participação da Prefeitura é ter dado a (arrecadação com a) tarifa como garantia do pagamento do financiamento. É uma relação direta entre Caixa e Suzantur. Não passa pela Prefeitura”, destacou Gaspar, ao emendar que os veículos só iniciarão operação quando todos forem comprados, o que ele estima para entre dezembro e janeiro.

O Diário questionou a Caixa sobre em que pé está o financiamento com a Suzantur. Num primeiro momento, o banco informou, por meio de nota, que operações nesse sentido estão “sob a égide do sigilo bancário”. Posteriormente, porém, se comprometeu a detalhar os dados que poderiam ser divulgados, uma vez que a própria Caixa deu publicidade ao financiamento. O banco, entretanto, não voltou a se manifestar até o fechamento desta edição.

Gaspar reconheceu que o governo de Atila Jacomussi (PSB) não tem cobrado a empresa que opera os itinerários na cidade sobre a compra dos novos ônibus, justamente porque o Paço não integra diretamente o convênio. “Não temos como cobrar porque não somos partícipes do processo. O que a Prefeitura pode cobrar é, em cima do contrato com a Suzantur, que se respeite a idade média da frota. Se a Suzantur não cumprir esse item, é passível de punição”, justificou o secretário, que não soube informar a faixa etária média exigida no contrato de concessão das linhas, mas garantiu que está sendo cumprida pela Suzantur.

O Diário já revelou que a Suzantur descumpre contrato com Mauá ao manter coletivos fabricados em 2012, por exemplo. O acordo, celebrado no ano seguinte, determinava que a frota fosse composta por veículos zero-quilômetro. O caso já chegou ao TCE (Tribunal de Contas do Estado). 



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