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O livro que revolucionou uma cidade


Ademir Medici
Do Diário do Grande ABC

13/08/2017 | 07:00


Neste ano de 2017, Memória oferecerá pelo menos quatro semanas à memória de São Caetano. A primeira já saiu, entre julho e agosto, focalizando a mesa-redonda com antigos da cidade realizada no Diário em 1977. Em outubro reservaremos espaço para relembrar outro encontro, também em 1977, aquele reunindo lideranças da autonomia da cidade. Temos um material riquíssimo de personagens como Ovídio Perrella, Raimundo da Cunha Leite, Felisberto De Nardi e do jovial Museu Sagrada Família.

Hoje iniciamos a 2ª Semana São Caetano 2017 com a prosa do professor José de Souza Martins, para nós o principal nome da intelectualidade da cidade em todos os tempos. Martins possui uma obra nacional e internacional, mas não esquece as origens em São Caetano e em cuja biografia está a sua participação no Diário, como chefe da Sucursal São Caetano do semanário News Seller, nos anos 1960.

O foco desta participação de Martins aqui em Memória é o registro dos 60 anos de lançamento do seu primeiro livro: São Caetano do Sul em IV séculos de História, um clássico da historiografia da cidade, que à época provocou verdadeira revolução, mexendo com os mais conservadores: “Esse moleque pensa que é o quê?”, foi o mínimo que se falou do jovial Martins.

Nosso trabalho será simplesmente editar as oito laudas que Martins distribuiu sobre o tema. Acompanhem esta verdadeira aula de história e memória.

NOTA

O logotipo desta 2ª Semana é de autoria do Agostinho Fratini, da Editoria de Artes do Diário.


Em busca da história esquecida

José de Souza Martins – I


Foi no dia 28 de julho de 1957, no Clube Comercial, no quarto andar do Edifício Vitória, começo da noite. Era o lançamento de meu primeiro livro: São Caetano do Sul em Quatro Séculos de História, com generoso prefácio de Nuto Sant’Anna, historiador, romancista e poeta, integrante da Academia Paulista de Letras, diretor do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo. Edição patrocinada pelo Rotary Club de São Caetano, em coedição com a Prefeitura, em bem cuidado trabalho gráfico da Editora Saraiva. Eu tinha 18 anos de idade.

Com uns 14 anos de idade, eu decidira fazer uma pesquisa sobre a história local. Em 1952, no 75º aniversário da fundação do Núcleo Colonial de São Caetano, houve uma significativa movimentação em torno de sua história. Várias lojas do Centro, como a Papelaria Carioca e a Casa Weigand, exibiram em suas vitrinas objetos e fotografias antigos, preservados por várias famílias. Havia, portanto, uma história um pouco diferente das versões de divulgação, simplificadas, que apareciam nos jornais. Elas pendiam para as tendências gerais do processo histórico, mas não cuidavam da riqueza dos detalhes e da diversidade das ocorrências, de que aquelas exposições davam indicações. Na história de São Caetano, havia notórias lacunas e invisibilidades.

Tomei como um desafio ir atrás da história esquecida de São Caetano. Isso pedia pesquisa séria, voltada para o conjunto da história, não só para a data de 28 de julho. Para mim, imaturo e leigo, pesquisa séria queria dizer ir atrás de documentos, que contassem o que as próprias pessoas não conheciam ou não sabiam contar. Era o apelo às testemunhas invisíveis da história. Nas fotografias, os trajes dos colonos, homens e mulheres, falavam de pobreza e de trabalho na roça. Alguns velhos objetos diziam o mesmo. As fotos de fábricas e olarias, falavam do trabalho da mulher e também do trabalho infantil. Tudo contrariava o tom épico daquela placa de mármore afixada no frontispício da Matriz Velha, em 1927. Nesse mero confronto, 28 de julho dizia pouco. Minha curiosidade de adolescente que lia livros e se fazia perguntas, me dizia que as coisas não se encaixavam. Aquela exposição distribuída pelas vitrinas de lojas dizia o não dito.

Em 1954, as comemorações do quarto centenário da cidade de São Paulo, com densos artigos nos grandes jornais, escritos por especialistas, atiçaram de vez minha vontade de saber sobre minha própria cidade natal.

Eu guardava, em baixo do colchão, o precioso exemplar da edição especial, de 25 de janeiro, de O Estado de S. Paulo. Paulo Duarte, jornalista do Estadão e um dos fundadores da USP, a reeditaria em forma de um imenso livro, uma preciosidade, por sua Editora Anhambi.


Diário há 30 anos

Quinta-feira, 13 de agosto de 1987 – ano 30, edição 6519

Manchete – Superavit pode atingir US$ 9 bilhões

Rodovia – Estado anuncia duplicação da Imigrantes.

Trabalho – Ferramentaria da Ford no Ipiranga será desativada.

Primeira Divisão – Na Vila Belmiro, Santos 0, Santo André 0.


Em 13 de agosto de...

1917 – A guerra. Do noticiário do Estadão: ataque aéreo à Inglaterra, com mortos e feridos.

1927 – Falece, no Rio de Janeiro, o historiador João Capistrano de Abreu, autor de obras como A língua dos Bacaeris (1897); Capítulos de História Colonial(1907); Os Caminhos Antigos
e o Povoamento do Brasil (1930); e O Descobrimento do Brasil Ensaios e Estudos(1931-33, póstumos).

1972 – Inaugurado o Estádio Presidente H. de Alencar Castelo Branco, o Baetão, com
o jogo São Paulo FC (misto) 2, Seleção de São Bernardo 1. O primeiro gol do estádio
foi marcado por Everaldo, aos dez minutos do primeiro tempo, pelo São Paulo.


Hoje

Dia dos Pais

Dia do Economista

Dia do Jequibal, ritmo brasileiro criado em 1965 pelos maestros brasileiros Mário Albanese e Ciro Pereira.

Municípios Brasileiros

Celebram seus aniversários em 13 de agosto:

Na Bahia, Antas

Em São Paulo, Natividade da Serra. Criado em 1863, quando se separa de Paraibuna.

Na Bahia, Riacho de Santana


Santos do Dia

Bv. Dulce dos Pobres (Salvador, Bahia, 1914-1992). Beata. Acolhia doentes desassistidos. Fundadora de entidades como a União Operária São Francisco e o Circulo Operário da Bahia.

Hipólito

Ponciano 


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