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Confiança da indústria cai devido à instabilidade política

Índice mostra recuo de 61,8 para 52,9; movimento acompanha tendência nacional

24/07/2017 | 23:06
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O otimismo apresentado pelos gestores do Grande ABC nos últimos trimestres foi abalado. De acordo com a sexta edição do Boletim IndústriABC, o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) apresentou queda e seguiu tendência apresentada nos níveis estadual e nacional.

O estudo, realizado pela Universidade Metodista com base em pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) e da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), registrou que o Icei da região está em 52,9, enquanto que no Estado de São Paulo, 54,5, e no Brasil, 50,6 – em escala que vai de zero (pessimista) a 100 (otimista). Na última edição do boletim, em março, os números eram de 61,8 no Grande ABC, os mesmos 54,5 em São Paulo, e 54 no Brasil.

Apesar de os indicadores de confiança da indústria terem melhorado nos últimos 12 meses, no trimestre passado houve redução do grau de confiança em diferentes índices analisados. Os fatores que mais influenciam essa trajetória foram as quedas observadas na avaliação das condições da economia (45,2 no Grande ABC, 48,5 no Estado e 41,1 no Brasil) e nas expectativas em relação à economia brasileira (47,6 na região, 54,6 no Estado e 47,9 no Brasil).

DGABC

Os resultados foram influenciados pelos cenários político e econômico do Brasil nos últimos meses. O quadro de instabilidade se reflete nas perspectivas de manutenção da política econômica e da capacidade de realização de algumas reformas anunciadas.

Após terem apresentado evolução mais acentuada em relação aos índices de confiança na economia, os gestores industriais do Grande ABC são mais pessimistas. Os índices de emprego mostram que a região sofre mais com os impactos da crise, devido à redução de pedidos da indústria e à postergação de investimentos no setor. “Ao que tudo indica, teremos de aguardar mais alguns meses para a retomada da atividade”, diz o estudo.
 




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