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Jovem pede ajuda para estudar fora e inspirar outros estudantes

Caroline Garcia
Do Diário OnLine
10/07/2017 | 12:07
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Caroline Garcia/DGABC
Caroline Garcia/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


“Ajude-me a estudar no Canadá e descubra como você pode fazer isso também.” O cartão de visita é um dos métodos que o morador de São Bernardo Leonardo Moutinho Caffarello, 19 anos, lançou para conseguir apoio financeiro para conseguir se formar na UBC (University of British Columbia), no qual foi aprovado em bacharelado de ciências em abril. O sonho, no entanto, custa caro: R$ 500 mil.

O valor é uma estimativa para os quatro anos do cursos e inclui alimentação, moradia e custos extras com educação. “Meu objetivo é cursar Física e ser astrofísico para trabalhar com exploração espacial. Meu sonho é ser o brasileiro que vai fazer parte do projeto que levará o homem a Marte”, conta Leonardo.

Apesar de a família morar no Centro da cidade, ser de classe média e ter tido a oportunidade de vender um apartamento de R$ 200 mil para ajudar nas despesas do filho, bancar o sonho de meio milhão de reais pesou no orçamento. “Foi a primeira casa que moramos após o casamento. A ideia era deixar para ele para que tivesse um lugar para morar quando estivesse mais velho. A gente ficou superfeliz quando soubemos da notícia, mas o valor é assustador”, conta a mãe, Ana Lúcia Moutinho Caffarello, 47.

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“Sempre procuramos estimulá-lo para conquistar as coisas e caminhar com as próprias pernas para superar os desafios. Eu me sinto realizado como pai só de pensar na felicidade dele. Agora é batalhar para conseguir o dinheiro e torcer para a economia melhorar”, diz o pai, Luigi Humberto Caffarello, 55, que possui um escritório de arquitetura junto com Ana Lúcia.

Além da venda do apartamento, a família montou um sistema de cotas para empresas adquirirem via permuta oferecendo os serviços de arquitetura. O estudante, que se formou no Colégio São José, também criou uma página no Catarse, no qual as recompensas são informações e dicas sobre como se candidatar para os processos seletivos do exterior. “Fui pesquisando e fiz tudo sozinho. As etapas são muitas, desde atividades extracurriculares, carta de recomendação até provas de inglês. A chave do processo de admissão é tempo de preparação. Então saber sobre o processo desde cedo é muito importante. Do mesmo jeito que eu consegui, posso inspirar outras pessoas a realizar um sonho.”

Leonardo até pesquisou, mas não encontrou meios de conseguir bolsas de estudos para custear a experiência no exterior. “Pelo governo, a opção seria fazer uma graduação sanduíche, onde parte do curso teria que ser feita aqui e outra lá. Existe também a Fundação Estudar, que tem um programa de bolsa para graduação total no exterior, mas é muito concorrido e difícil de conseguir.”

O jeito foi mesmo bancar do próprio bolso. “Meu plano é saber aproveitar todas as oportunidades e já no segundo ano conseguir algum tipo de bolsa trabalhando na universidade e participar de iniciação científica”, conta.

As aulas começam dia 5 de setembro e a passagem só de ida do filho único já está comprada para o próximo mês. “Somos muito unidos e vai ser difícil. Mas, ao mesmo tempo, é muito gratificante para nós como pais ver o cordão umbilical sendo cortado”, afirma Ana Lúcia.




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