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Cubana Ariadna Capiró volta para casa

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Maior cestinha da Liga Nacional de Basquete, ala retorna à região depois de quatro temporadas


Anderson Fattori
Do Diário do Grande ABC

16/06/2017 | 07:00


Muitas coisas refletem no desempenho de um atleta. O clima no grupo de trabalho, as características da equipe, a forma como ele é comandado e também a tranquilidade para realizar sua função. É em busca de tudo isso que a cubana Ariadna Capiró, 34 anos, aceitou voltar ao basquete feminino de Santo André, onde viveu, segundo ela mesmo, os três “melhores anos” da carreira, de 2010 até 2013.

“Estou voltando para casa.Mesmo depois que eu saí, mantive o contato com o pessoal de Santo André e eles sabiam da minha vontade de voltar porque os três anos que joguei aqui foram os melhores na carreira. Primeiro, porque foi o time onde me senti à vontade, que me ajudou a aparecer no basquete brasileiro. Foi aqui que consegui pôr em prática meu melhor basquete, isso é reflexo da família que formamos. Atleta é assim, sai, vê outras coisas, vive experiências, mas tem hora que queremos voltar para onde sempre nos sentimos bem. Estou muito feliz de estar voltando para a minha casa”, comentou.

Em Santo André, Ariadna, que tem na velocidade e na precisão do arremesso as principais características, foi campeã Paulista, dos Jogos Abertos e da Liga Nacional, competição na qual foi cestinha e melhor jogadora. Segundo ela, o fato de estar em lugar onde se sente bem faz a diferença em quadra.

“Aqui tenho certeza que é um lugar onde tem pessoas que querem meu bem, que vou me sentir à vontade para fazer meu trabalho. Realmente é bom para mim, para minha família. Minha mãe ficou muito feliz, porque ela sabe o carinho que tenho pela Arilza (Coraça, supervisora) e Laís (Elena, ex-treinadora) e pela cidade”, disse a cubana.

Mesmo passados quatro anos desde que deixou o time, Ariadna pôde reencontrar velhas amigas neste retorno. “A Simone (pivô) sou suspeita para falar, somos como irmãs. Uma das coisas que devo a Santo André são as grandes amigas que consegui formar, amizade que dura, estava longe, mas sempre mantive o contato. Quando você está com amigos do lado tudo se torna mais fácil e sei que vou ser feliz aqui”, projetou a ala.

Nascida em Havana, Ariadna saiu legalizada de Cuba para tentar a sorte no Brasil. Antes de criar raízes em Santo André passou por Ourinhos, Catanduva e Marília. Nos últimos anos defendeu o Americana e estava no Uninassau, do Recife. Bem fisicamente, ela, que estuda Engenharia da Computação, não pensa em parar. “É o corpo que dá a última palavra. Me sinto com fôlego para jogar, nunca tive lesões sérias e sempre me cuidei. Lógico que não sou garotinha, mas estou motivada”, garante a maior cestinha da história da Liga Nacional, com 2.303 pontos. 



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