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Aos 37, Simone não pensa em parar


Marcelo Argachoy
Especial para o Diário

08/05/2017 | 07:27


São quase 16 anos vestindo a camisa de Santo André no basquete. Aos 37, a pivô Simone ainda é referência da equipe que defendeu por mais de 300 partidas. Não é só na longevidade que ela se destaca das demais. É a jogadora com mais rebotes na história do basquete feminino brasileiro, com cerca de 2.000.

Ela esteve presente nos dois títulos nacionais da cidade, em 1999 e em 2011. Apesar de toda essa experiência na bagagem, a carreira de Simone ainda não está próxima de ter fim. “Quando você chega a certa idade, o corpo não reage como antes. Me cuido, me alimento bem. Então dá para aguentar tranquilamente”, conta a jogadora, que deve seguir no time para a próxima edição da Liga (2017/2018).

Simone credita boa parte de seu alto desempenho nesta última temporada – foram 178 rebotes no total, média superior a oito por jogo – ao técnico Bruno Guidorizzi. “Ele tem formação mais inovadora, com estudos, aliado com a experiência da Laís Elena (ex-treinadora e atual assistente) e da Arilza (Coraça, supervisora)”, diz.

Tanto Laís quanto Arilza foram fundamentais para o sucesso de Simone e sua permanência por tanto tempo em Santo André, cidade que a jogadora paulistana aprendeu a amar. “Quando ficamos sem receber (salário) por alguns meses, foram elas que nos motivaram e incentivaram a confiar e ficar no time. Nós somos como uma segunda filha para elas, é um carinho muito especial”, conta a pivô, que vai além ao falar da dupla. “Elas pegam muito no pé em relação à conduta fora da quadra, se importam bastante com a questão de cidadania”, afirma a jogadora, que está fazendo faculdade de educação física.

Embora a aposentadoria não esteja nos planos próximos de Simone, a atleta afirma que pretende seguir no esporte mesmo após deixar as quadras. “Por tudo que a Arilza e a Laís fizeram pelo basquete de Santo André, eu acho que seria um desrespeito com todo o trabalho delas não tentar dar continuidade ao legado, e estou me dedicando para fazer isso.”

Além da camisa amarela andreense e do desempenho nos rebotes, Simone também segue com outra característica marcante: a camisa de número 14, em homenagem ao ídolo Oscar Schmidt, o eterno Mão Santa.

“Quando comecei a gostar de basquete, a maior referência na posição de pivô era a argentina Karina Rodrigues, mas na verdade eu torcia contra ela, não gostava, então não ia querer usar o número dela. Como pivô usava uma numeração baixa (entre 4 a 15), eu escolhi a 14 por causa do Oscar”, revela.



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