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Estudo da UFABC visa diagnosticar cárie de forma precoce

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Caroline Garcia
Do Diário do Grande ABC

05/05/2017 | 16:49


Quando se fala em saúde bucal, a cárie é o principal problema. É bem provável que, ao longo da vida, o brasileiro tenha pelo menos um episódio de cárie. Visando tratar o problema de forma precoce, cientistas da UFABC (Universidade Federal do ABC) desenvolveram um estudo que busca uma nova forma de diagnóstico.

“A importância em se diagnosticar precocemente uma doença está no fato de impedir o desenvolvimento dela, acarretando menores desconfortos ao paciente, tanto na questão de sintomas quanto em perdas de tecidos. Garante ainda a execução de estratégias minimamente ou até mesmo não invasivas, sem a remoção do tecido afetado, mas proporcionando uma remineralização, o que evita dores, perdas e tratamentos caros”, explica a professora Patrícia Aparecida da Ana, vice-coordenadora do curso de graduação em Engenharia Biomédica da UFABC.

O novo estudo propõe o uso de dispositivos ópticos e computacionais para realizar tomografias de altíssima resolução sem radiação ionizante nos pacientes. As imagens captadas são capazes de verificar a ocorrência de danos no tecido dentário, que seriam imperceptíveis, por exemplo, em raio-x odontológico convencional.

A estimativa da professora é que em poucos anos a nova técnica possa ser colocada em prática nos consultórios, já que as pesquisas seguem avançadas. “Muitos métodos ópticos já se encontram em uso clínico, com destaque para o uso da fluorescência, mas ainda com certas limitações. As técnicas de tomografia por coerência óptica e espectroscopia, já em uso em algumas áreas da Medicina, ainda precisam ser miniaturizadas para uso odontológico e também requerem o desenvolvimento de sondas específicas.”

Segundo Patrícia, não há idade específica para que as cáries apareçam. Elas se formam quando as bactérias processam restos de alimentos formando um ácido que causa a desmineralização do dente.

“Há ainda certas condições locais ou sistêmicas que podem favorecer o surgimento das lesões, seja por interferir na resposta imunológica do indivíduo, ou na qualidade da saliva, no posicionamento dentário, dentre outros aspectos.”

A correta higiene bucal é o primeiro passo para prevenir este problema. Além de poder ocasionar a perda do dente, a falta de tratamento de uma cárie pode evoluir de forma negativa no organismo. “A perda de um dente ou de parte dele, por sua vez, acarreta em danos importantes em todo o sistema mastigatório, podendo acometer também a articulação temporo-mandibular, gerando, dentre outros sintomas, dores de cabeça e na região do pescoço. Uma infecção oral não tratada também pode difundir-se, acometendo, inclusive, o tecido cardíaco.”  



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