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Diarinho

Publicado em domingo, 30 de abril de 2017 às 07:00 Histórico

Encontro com os pinguins

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

O Pinguinário localizado dentro do complexo da Sabina Escola Parque do Conhecimento (Rua Juquiá. Tel.: 4422-2001), em Santo André, teve semana de celebração. É que na terça-feira (25) foi comemorado o Dia Internacional do Pinguim, que faz referência ao início do período de migração desse tipo de ave, quando deixam o oceano para se encontrar e procriar. A data marcou o fim de votação realizada na internet onde o público escolheu o nome de casal que nasceu no local em dezembro. Hoje, o Diarinho revela que os irmãos serão chamados de Flor, com 43,9% dos 4.142 votos, e Amendoim, preferido por 44,5% dos participantes da ação on-line.

Assim como os outros 24 moradores do espaço, eles são da espécie conhecida como pinguins de Magalhães (leia abaixo). Todos podem ser parecidos, mas as características, físicas e comportamentais, inspiram seu batismo pela equipe que trabalha no local. Margarida (por ser mais delicada), Zorro (devido a uma mancha nos olhos) e Magali (motivado pelo apetite grande) são alguns que fazem parte do grupo.

Mariana Gomes da Silva, 5 anos, já participou de excursões ao espaço organizadas pela creche onde estuda. Ela conta que sempre se diverte ao observar os pinguins que ficam indo de um lado para o outro do aquário. “Eles parecem ficar brincando o tempo todo. São bem amigos. Eu teria um pinguim em casa, deixaria ele na piscina que temos e nadaria para fazer companhia”, comenta a moradora do Jardim Alzira Franco.

Os irmãos Pietro, 13, e Rian Henriques Calegon, 7, também passaram pelo Pinguinário e conseguiram acompanhar as atividades das aves. “Tinha vindo junto com a escola e lembro que havia um pinguim com a pata machucada. Eles parecem iguais, mas cada um tem seu jeito, como os humanos”, diz Rian. Segundo o mais velho, “a parte mais legal é quando eles nadam, pois são muito ágeis na água. Já ensinaram sobre os pinguins nas aulas e é interessante quando podemos vê-los de perto”.

Flor, Amendoim e seus amigos adoram receber visitas e interagem bastante com o público, sempre ficando muito perto do vidro que separa a área. A Sabina Escola Parque do Conhecimento fica aberta de terça a sexta-feira, para escolas e grupos agendados, e aos fins de semana e feriados para o público em geral – excepcionalmente, estará fechada amanhã (1º) –, das 9h às 17h30. Os ingresos têm valores entre R$ 5 e R$ 10. Mais informações podem ser obtidas por meio do site sabina.santoandre.sp.gov.br.

Vindos da Argentina

O Brasil não possui pinguins. As aves desse tipo que chegam ao País vêm da Argentina, onde vivem os chamados pinguins de Magalhães (Spheniscus magellanicus), também encontrados em locais como Chile e Uruguai. Os que aparecem nas praias daqui são resgatados, sendo que os saudáveis voltam à natureza e os que precisam de cuidados são encaminhados para projetos especializados, como é o caso do Instituto Argonauta, na cidade de Ubatuba, que tem parceria com a Sabina, em Santo André.

Os pinguins moradores do Grande ABC costumam comer peixes pequenos, a exemplo de sardinha e manjuba, com três refeições diárias. Mesmo vivendo em ambiente protegido, possuem costumes de presas, ficando acordados durante o dia e com sono leve de noite. A chegada do período de migração os deixa mais agitados, nadando bastante.

O grupo possui 15 machos e 11 fêmeas. Essa espécie é monogâmica, ou seja, envelhece com apenas um parceiro. Desde 2009, no Pinguinário, houve o nascimento de oito aves, com elas vivendo, em média, entre 25 e 30 anos, com peso chegando a 5 quilos.

Apesar de serem consideradas aves, os pinguins não conseguem voar como outras espécies. No passado, seus ancestrais tinham a habilidade, mas, hoje, são grandes nadadores

As fases da vida de um pinguim são divididas em: bebês (até os primeiros 3 meses de vida), juvenis (3 meses a 1 ano) e adultos (com idade acima de 1 ano)

Consultoria de Catherina Bartalini, bióloga do Instituto Argonauta, de Ubatuda, parceiro da Sabina Escola Parque do Conhecimento, de Santo André



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