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Pelo fim dos supersalários

Arte/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário do Grande ABC

20/04/2017 | 10:58


O pontapé inicial foi dado. Quase um mês após este Diário revelar débito de R$ 84,41 milhões da FUABC (Fundação do ABC) com a Previdência, o que a coloca na lista dos 500 maiores devedores no País, além da existência de supersalários que superam, inclusive, ganhos de cinco dos sete prefeitos do Grande ABC, o comando da instituição agiu e anunciou ontem o corte de quatro diretores comissionados, com a previsão de dispensa de outros dois hoje. As demissões marcam o início do processo de reestruturação prometido pela presidente da Fundação, Maria Bernadette Vianna. E a atitude é digna de aplausos.

Chega a parecer ficção, mas os responsáveis pelas áreas de auditoria, comunicação, tecnologia da informação e recursos humanos tinham vencimento de R$ 23.324,70 por mês. Acima, por exemplo, do chefe do Executivo de São Caetano, José Auricchio Júnior (PSDB), com salário de R$ 20 mil, ou do governador de São Paulo, Geraldo Alckmim (PSDB), de R$ 21,6 mil.

A extinção desses cargos, se confirmada, representará economia de R$ 140 mil por mês, ou R$ 1,67 milhão ao ano à entidade, mantida financeiramente pelas prefeituras de Santo André, São Bernardo e São Caetano e com orçamento de R$ 2,3 bilhões para este ano. A notícia é mais do que bem-vinda em momento de crise econômica e de redução de custos.

Mas é preciso muito mais para evitar o ocorrido no fim do exercício 2016, quando a FUABC deixou de honrar os compromissos salariais com os cerca de 21 mil funcionários. Há espaço para outras iniciativas que visem aliviar o caixa e ponham fim à farra dos supersalários. Afinal, este jornal apresentou, em fevereiro, relação de 67 cargos de livre nomeação com vencimentos de cair o queixo.

E que a mudança posta em prática pela Fundação do ABC sirva de exemplo a outras entidades que se tornaram cabides de emprego e só acumulam prejuízos, caso da Fundação Santo André, com rombo mensal de R$ 500 mil e perda de 7.000 alunos em dez anos. A reestruturação é vital. E urgente. A população agradece.



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