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Do Diário do Grande ABC

18/04/2017 | 11:47


Secretária andreense de Educação, Dinah Zekcer parece ser a integrante do governo que mais bem compreende a grave situação do Centro Universitário da Fundação Santo André. Trata-se de voz que precisa, portanto, ser ouvida. No dia em que o Diário revelou que a FSA resiste a enxugar o pesadíssimo organograma administrativo, a despeito da grave crise financeira que a consome, ela veio a público defender a reestruturação da instituição de ensino. É enxugar as contas ou ‘desaparecer’, segundo expressão dela.


Reportagem publicada ontem pelo jornal mostra que as faculdades da FSA, instituição de caráter público e de direito privado criada em 1962 pelo governo de Santo André, mantiveram a estrutura administrativa na última década, ignorando a crise deflagrada pela perda de 7.000 alunos no período. É evidente que, com menos gente para arcar com a contas e sem nenhuma mudança administrativa, a situação se degringolaria a ponto de o rombo nos cofres crescer à proporção absurda de meio milhão de reais por mês.

Boa parte da sangria da FSA se deve à política salarial sem parâmetros no mercado, fora da realidade praticada por qualquer outra instituição de ensino similar. Exemplo: na UFABC (Universidade Federal do ABC), professor adjunto com doutorado e dedicação exclusiva recebe no fim do mês contracheque de R$ 9.114,67; já na Fundação Santo André, docentes sem a mesma obrigatoriedade ganham mais que o dobro disso.

É inusitado que situação tão peculiar não desperte a atenção dos órgãos de controle, como o Ministério Público ou a Câmara de Santo André. Será que promotores e vereadores não se importam com a possibilidade de as faculdades, que formam mão de obra qualificada para todo o Grande ABC, deixarem de existir, conforme manifestado pela secretária andreense de Educação?

Sem nenhum tipo de controle externo, a FSA gerou estrutura pesadíssima incapaz, agora, de andar com suas próprias pernas. A sociedade insistirá em se manter alheia ao problema? Ou cobrará ação imediata?



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