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Empoderamento da mulher nas empresas


Cíntia Bortotto

10/04/2017 | 07:09


Na semana passada, vimos algumas notícias que repercutiram bastante envolvendo as mulheres. Uma delas foi a denúncia de assédio sexual feita pela figurinista Susllem Tonani contra o ator José Mayer. Outra polêmica foi a declaração de Juliana Paes à revista Veja sobre os “excessos do feminismo”. Mas, e aí? Como tratar a questão da diferença entre os sexos e das desigualdades ainda enfrentadas pelas mulheres quando o assunto é o mundo do trabalho?

Vemos que ainda lidamos com muito preconceito e muitos exageros em todos os âmbitos, tanto por parte dos homens, como por parte também das próprias mulheres. O fato é que empoderar mulheres e promover a equidade entre os gêneros em todas as atividades econômicas e sociais pode sim colaborar para o fortalecimento da economia, impulsionar negócios e melhorar a qualidade de vida de homens, mulheres e crianças.

Segundo o estudo Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça – 1995 a 2015, publicado pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), o número de lares chefiados por mulheres subiu de 23%, em 1995, para 40%, em 2015. A quantidade de homens e mulheres no mercado de trabalho também é equivalente. Em algumas atividades é até superior.

Segundo a pesquisa Sem Atalhos, realizada pela Bain & Company, em 2013, o número de mulheres com diploma superior se tornou maior que o dos homens em 2011 (sendo esta a primeira vez desde 1985). Outro dado interessante é que a ambição das mulheres e a dos homens praticamente se equivalem. No Brasil, 66% delas e 72% deles desejam se tornar líderes.

Nem todos os dados são favoráveis às mulheres, muito pelo contrário. Brasileiras com 12 anos ou mais de estudo recebem 41% a menos do que homens nos mesmos cargos. E, em geral, elas ganham 26,7% menos do que eles. Outra coisa desigual, de acordo com a Pesquisa Emprego, realizada entre 2003 e 2011 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), até então apenas 5% dos CEOs e integrantes de conselhos das empresas eram mulheres.

Temos muitos desafios a enfrentar. Estimular a promoção da igualdade de gêneros dentro das companhias pode ser estratégia interessante para motivar as mulheres a terem mais confiança em suas carreiras, e para que possam ver o respeito que as empresas têm por elas. Uma dica fundamental para gestores e líderes de todos os tipos de empreendimentos: tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação é essencial.

Siga confiante e boa sorte! 



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