
A nau que ficou dois anos em construçao e custou R$ 3,5 milhoes apresentou problemas e nao conseguiu sair de Salvador para Porto Seguro. A nau iria liderar a frota de 40 embarcaçoes que participam da quarta etapa da Regata Oceânica em comemoraçao aos 500 anos do Descobrimento. Os engenheiros alegaram que o sistema de propulsao a vela nao funcionou de forma conveniente e consideraram arriscado manter a viagem até Porto Seguro, contornando a costa baiana. A previsao é a de que a réplica da nau capitânia só consiga zarpar de Salvador no sábado, devendo chegar somente na segunda-feira a Porto Seguro, depois do espetáculo da encenaçao sobre a chegada dos portugueses prevista para sábado.
O procurador Luiz Francisco estranhou que os dois anos que a equipe teve de prazo para a construçao do barco nao tenham sido suficientes para deixar a embarcaçao em condiçoes de navegaçao. Construído para ser um barco muito mais sofisticado do que o de Cabral, com dois motores de 285 hps de potência cada um, na prática a réplica mostrou-se bem mais ineficiente que as velhas e inseguras caravelas que atravessaram o oceano Atlântico há 500 anos atrás. Para o procurador, existem suspeitas de má aplicaçao de recursos públicos.
Entretanto, o ministro Rafael Greca informou através de sua assessoria que nao houve desperdício na destinaçao dos recursos para a construçao da nau. A assessoria garantiu que a embarcaçao é de ótima qualidade, porém em virtude de atrasos na liberaçao do orçamento, o cronograma de execuçao do projeto teve que ser modificado e só na semana passada foram realizados os testes de segurança. O ministro nao foi localizado pois estava em trânsito para Porto Seguro onde participará da festa dos 500 anos.
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