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Cultura & Lazer

Publicado em sábado, 18 de março de 2017 às 07:00 Histórico

‘Estado de Sítio’ ganha diferente olhar

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

 Estudantes da Turma 56 da Fundação das Artes, de São Caetano, decidiram colocar em prática tudo que aprenderam durante o 5º semestre de curso. Após se dedicarem à leitura de O Estado de Sítio, criaram combinação que virou peça de teatro.

O trabalho do escritor franco-argelino Albert Camus foi adaptado e se transformou em A Peste, com pré-estreia marcada para amanhã no Teatro Timochenco Wehbi, na Fundação das Artes. A temporada segue até 20 de maio, sempre aos sábados, às 20h, e domingos, às 19h.

A obra de Camus teve sua estreia em 1948 e foi escrita após a Segunda Guerra Mundial, em momento de reconstrução para o futuro e de reflexão sobre o passado. A trama se passa em uma pequena cidade litorânea, assolada pela peste e dominada pelo medo. Partindo destes pensamento e cenário, o grupo criou o espetáculo.

Segundo a direção da peça, mesmo com muito estudo, não foi tarefa fácil preservar as características e estilo da criação original. “Participei como ator de uma montagem realizada no ano de 2000. Conhecia muito bem o texto. A dificuldade ficou por conta de aliar o romance ao processo criativo dos atores, que envolveu o nascimento de personagens do povo”, relembra o dramaturgo da adaptação, Celso Correia Lopes.

A direção artística é de Sérgio Azevedo, que teve a ideia de produzir a peça após ler alguns escritos de Camus. “Percebemos que havia algumas lacunas que o próprio autor não tinha preenchido. Ele menciona em suas obras sobre um Ministério do Suicídio, que acabou não entrando em seus textos, mas que contemplamos em nossa montagem”, diz.

O trabalho conta com 23 personagens criados pelos próprios estudantes. Eles atuam, fazem música e também são os contrarregras do espetáculo. Fizeram da adaptação uma obra musical, com canções inéditas compostas para as apresentações. Para o ator Pedro Padovan, 22 anos, essa parte é mais trabalhosa do que difícil. “A Peste não é o primeiro trabalho em conjunto do dramaturgo e do diretor musical, por isso, eles têm afinidade incrível, o que acelerou demais o processo”, finaliza.

> A Peste – Peça. Teatro Timochenco Wehbi – Rua Visconde de Inhaúma, 730 – São Caetano. De amanhã a 20 de maio. Sábados. às 20h, e domingos, a partir das 19h. Ingressos: R$ 10 a R$ 20. Mais informações no 4239.2020 e pelo e-mail teatro@fascs.com.br.



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