
A Polícia Federal divulgou nesta terça-feira uma nota na qual afirma que a Corregedoria da Regional da PF emitiu parecer favorável à abertura de inquérito contra o Secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Junior, por conta de suas relações com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, apontado como um dos chefes da máfia chinesa em São Paulo.
A análise dos indícios existentes contra Tuma Junior foi concluída em fevereiro, porém o material está sob segredo de Justiça.
"Dessa forma, a Polícia Federal depende de autorização judicial para uso do material visando à instauração de inquérito policial específico para apurar a prática, em tese, de crime contra a Administração Pública", diz a nota da PF.
O Secretário Nacional de Justiça não fazia parte das operações da PF Wei Jin (que apura contrabando de celulares falsificados) nem da Operação Linha Cruzada (que investiga grupo envolvido em violações de sigilos telefônicos) porém, durante o monitoramento dos investigados, "foram registrados frequentes diálogos telefônicos entre estes e o Secretário Nacional de Justiça".
Após a deflagração da Operação Wei Jin, em setembro de 2009, Tuma Junior procurou espontaneamente a Polícia Federal e prestou declarações sobre suas relações com o cidadão chinês que havia sido preso preventivamente.
O termo das declarações envolvendo Tuma Junior não foi juntado ao inquérito da Operação Wei Jin por não ter relação direta com os fatos apurados naquela ocasião, esclarece a PF.
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