
De acordo com o presidente da associação, Fernando Siqueira, o relatório divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) não era convincente e coloca a empresa contra a opinião pública. "O relatório da Petrobras deixa tudo nas entrelinhas. É preciso investigações mais profundas para que se descubram as verdadeiras causas do acidente", disse.
"A sabotagem é um fato concreto, que tem acontecido em várias empresas e aumentou a partir das privatizações. Não é um delírio. Ajuda a minar o prestígio internacional da Petrobras e coloca a opinião pública contra a empresa", afirmou Siqueira.
Os engenheiros afirmam que o acidente não pode ser entendido como uma fatalidade, mas sim como uma sucessão de erros, que têm culpados. Para eles, os erros existentes no projeto, por exemplo, são maiores do que os apontados pela comissão interna da Petrobras e pela ANP.
Eles afirmam ainda que a plataforma foi construída com pressa, pois a empresa temia que o Campo do Roncador fosse tomado pela ANP. Para que isso não acontecesse, as operações deveriam ser iniciadas em breve. Eles apontam também que os testes de treinamento foram insuficientes e que a adaptação da plataforma foi inadequada.
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