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Região contabiliza 12 mortes causadas pela gripe H1N1

Último balanço registrava oito óbitos; gestantes, que integram grupo de risco, resistem em ser vacinadas e médicos alertam para risco


Vanessa de Oliveira
Do Diário do Grande ABC

11/05/2016 | 07:00


Subiu de oito para 12 o número de óbitos registrados neste ano por gripe H1N1 na região. Das quatro mortes confirmadas ontem, uma aconteceu em São Bernardo, uma em Rio Grande da Serra e duas em Santo André. No último município, uma das vítimas foi uma menina de 3 anos, moradora da Vila Guiomar, que morreu no dia 28 de março e não tinha doença preexistente. São Bernardo e Rio Grande da Serra não informaram o perfil.

O pânico que a gripe H1N1 tem causado na população fez com que as sete cidades atingissem 96,68% da cobertura vacinal dos grupos de risco (idosos, crianças até 5 anos, gestantes, mães no pós-parto e trabalhadores da Saúde). No entanto, UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ainda enfrentam falta de doses na região.

Desse públicos-alvo, foram imunizadas 70,85% das mulheres grávidas, abaixo da meta de 80% estipulada pelo Ministério da Saúde. Faltam vacinar 7.143 grávidas, sendo 2.562 em São Bernardo (segundo informação passada pela Prefeitura na sexta-feira) e 2.309 em Santo André. Na cidade andreense, o H1N1 vitimou uma gestante de 22 anos. Ela residia na Vila Palmares e morreu no dia 16 de abril. Ribeirão Pires atingiu 83,76% da cobertura com as gestantes, faltando vacinar 171 mulheres. Em Rio Grande da Serra, a estimativa era imunizar 497 grávidas e 561 foram vacinadas.

A designer de interiores Camila Martins Cardoso, 28 anos, de Santo André, está grávida de 33 semanas e optou por não tomar a vacina. “Algumas pessoas tiveram reações e não me senti segura. Me preocupei em ter alimentação balanceada e cuidados de higiene. Confio na minha imunidade.”

Com 31 semanas de gravidez, a consultora executiva Priscila Regina Martos Mola dos Santos, 32, também de Santo André, segue a mesma linha. “Acredito que a vacina só iria intoxicar meu corpo. Os cuidados que tomo são ter boa alimentação, me hidratar e lavar bem as mãos.”

Para os especialistas, a vacina contra a gripe é de extrema necessidade para as gestantes. “Não há contraindicação. A grávida tem queda de resistência por conta da parte hormonal, estando mais suscetível à contaminação”, salientou o professor do departamento de Ginecologia da FMABC (Faculdade de Medicina ABC) Fernando Sansone Rodrigues.

O presidente da Sogesp (Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo) regional do Grande ABC, Rodolfo Strufaldi, compartilha dos argumentos. “Raros são os caso onde há reação e a vacina não passa para o bebê. É uma questão de Saúde pública.”

O Consórcio Intermunicipal do Grande ABC informou que será priorizada a imunização de gestantes na reta final da campanha, que termina no dia 20. A estratégia será intensificar o diálogo entre as redes pública e particular de Saúde.



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