Economia Titulo Varejo

Subway ultrapassa McDonald’s na região

Para especialistas, crescimento da rede no País
indica mudança nos hábitos dos consumidores

10/04/2016 | 07:30
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Celso Luiz/DGABC
Celso Luiz/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com 45 lojas abertas desde 2013, o Subway é hoje a maior rede de fast food do Grande ABC em número de unidades. A empresa tomou o lugar do McDonald’s, que ocupava esse posto até então e tem atualmente 31 restaurantes na região – nos últimos três anos, inaugurou oito pontos de venda. Especialistas ouvidos pelo Diário comentam que essa inversão de posicionamento está ligada a mudanças tanto nos hábitos dos consumidores quanto no perfil dos investidores.

“Do ponto de vista do cliente, o Subway tem dois aspectos importantes. O primeiro é que o produto deles é visto como mais saudável. O segundo é que os preços cobrados são relativamente baixos”, comenta o consultor da Mixxer Eugenio Foganholo, especialista em varejo e bens de consumo. O próprio McDonald’s, para atender a esse nicho, passou a incluir saladas e até frutas no cardápio.

Em relação aos preços, os lanches do Subway partem de R$ 8 (frango com requeijão na baguete de 15 centímetros). A rede faz promoções de sanduíches por R$ 9,50, cujo sabor varia conforme o dia da semana. No McDonald’s, as opções mais em conta podem ser compradas a R$ 6. No entanto, quando se monta o combo (bebida e batata), o valor fica um pouco acima do cobrado pelo Subway.

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Especialista em franquias, o professor Pedro Lucas de Resende Melo, do departamento de Administração da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo), salienta que outro fator decisivo para o crescimento do Subway é o fato de a rede possibilitar ao franqueado abrir unidade com até R$ 400 mil. “No McDonald’s, esse investimento inicial vai ser, no mínimo, três vezes maior”, explica.

“Além disso, o Subway tem um formato pequeno. Isso facilita a captação de franqueados e está facilitando a entrada da rede em cidades do interior do País”, acrescenta Melo. “Se o McDonald’s tivesse um investimento proporcional, o êxito seria grande, já que a marca tem grande aceitação, principalmente por conta da publicidade”, pondera o especialista.

As lojas do Subway podem ser instaladas em espaços de pelo menos 40 metros quadrados, o que facilita a expansão. Para a operação, é necessário montar equipe com, no mínimo, seis funcionários, todos contratados sob regime da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). A rede planeja abrir mais oito lojas na região ainda neste ano, sendo duas em Santo André, duas em São Bernardo, duas em São Caetano, uma em Diadema e uma em Mauá. “Temos uma ótima aceitação de mercado, pois vendemos um produto saudável e fresco, diferente das outras marcas. Nossos itens são saudáveis e nutritivos e podem ser consumidos em qualquer horário. Além de termos um baixo custo de investimento e operação simples comparando com qualquer outro fast food”, comenta a gerente nacional do Subway, Roberta Damasceno.

O McDonald’s, no momento, não está captando novos franqueados. A empresa não informou as exigências feitas ao empresário para abertura de lojas nem quantas unidades pretende inaugurar nos próximos meses. A justificativa dada é que, por ser uma companhia de capital aberto, não pode fornecer esse tipo de detalhamento a respeito do planejamento.

O Burger King foi procurado pelo Diário, mas também afirmou que não pode fornecer determinados dados. As assessorias de imprensa das redes Habib’s e Ragazzo, ambas controladas pelo menos grupo empresarial, não responderam aos contatos.
 




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